A Mozilla revelou nesta quinta-feira (13/11) que trabalha em um novo modo de navegação para o Firefox: a AI Window. O recurso integrará um assistente de inteligência artificial que funcionará em uma janela independente do navegador e só será ativado se o usuário desejar.
De acordo com a desenvolvedora, a AI Window será “um espaço inteligente e controlado pelo usuário” no qual será possível conversar com a IA para receber ajuda durante a navegação. A organização afirma que a ferramenta será construída de forma aberta, em diálogo com a comunidade, lembrando que o Firefox é um projeto open source.
Uso não obrigatório
A Mozilla garante que ninguém ficará preso a um ecossistema fechado ou a uma IA imposta. “Você decide quando, como ou se vai usar”, diz o comunicado. A empresa também ressalta que o recurso não tem data de lançamento definida; por enquanto, interessados podem preencher um formulário para receber novidades e, futuramente, testar a novidade.
Outras iniciativas de IA no Firefox
Nos últimos meses, o navegador passou a incorporar funções baseadas em inteligência artificial. No iPhone, por exemplo, o app resume a página aberta ao sacudir o aparelho (em inglês, por ora). Já na versão para desktop, é possível acessar assistentes como Claude, ChatGPT, Copilot e Gemini pela barra lateral, sem que eles tenham acesso direto ao conteúdo exibido no browser.
Postura equilibrada
A organização afirma buscar um ponto médio entre navegadores que adotam agentes de IA para quase tudo (caso de Atlas, Opera Neon, Dia e Comet) e aqueles que preferem manter distância da tecnologia, como o Vivaldi. “Nosso foco é fazer o melhor navegador”, declara a Mozilla, destacando que alguns usuários consideram a IA indispensável, outros a usam esporadicamente e muitos estão apenas curiosos.
Imagem: divulgação
Mesmo cautelosa, a companhia não descarta a adoção de IA: “Acreditamos que ficar parado enquanto a tecnologia evolui não é benéfico para a web nem para a humanidade. Por isso, assumimos a responsabilidade de moldar como a IA se integra à web”, completa.
Com informações de Tecnoblog

