Samsung eleva preços dos chips de memória em até 60%
Chips de memória da Samsung ficaram até 60% mais caros em novembro, reflexo direto da explosão de demanda por infraestrutura de inteligência artificial (IA). A companhia sul-coreana atualizou sua tabela global após dois meses de adiamento, repassando custos que afetam servidores, PCs gamer e até smartphones.
DDR5 lidera a escalada de preços
Os módulos DDR5, vitais para workloads de alto desempenho em data centers e estações de trabalho, foram os mais impactados. O modelo de 32 GB saltou de US$ 149 para US$ 239. Os kits de 16 GB e 128 GB registraram aumentos próximos de 50%, passando a custar, respectivamente, US$ 135 e US$ 1.194. Capacidades intermediárias de 64 GB e 96 GB subiram mais de 30%.
Escassez global impulsiona compras antecipadas
Distribuidores ouvidos pela Reuters confirmam que grandes fabricantes de servidores já reconhecem a impossibilidade de atender à demanda nos próximos meses. O resultado é uma corrida por contratos de longo prazo, muitos válidos até 2027, para garantir estoque antes de novos reajustes.
Efeito dominó em PCs e smartphones
A falta de memória também pressiona outras cadeias. A Xiaomi relata aumento significativo no custo de produção de celulares, enquanto a chinesa SMIC observa clientes postergando pedidos de chips não relacionados a memória. Mesmo competindo com SK Hynix e Micron em soluções avançadas de IA, a Samsung detém maior poder de precificação graças ao volume de fabricação e à carteira de clientes já fechada.
Imagem: Woodkern
Para analistas da TrendForce, a empresa deve aplicar altas entre 40% e 50% nos contratos do quarto trimestre — acima da média de 30% do setor. A expansão acelerada de data centers focados em IA e a oferta limitada de DDR5 explicam o cenário, que deve manter os chips de memória DDR5 como um dos itens mais caros na montagem de servidores, rigs de render e setups gamer topo de linha.
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Crédito da imagem: Reuters/Shutterstock
Fonte: Reuters, Olhar Digital

