Call of Duty Black Ops 7: congressista critica uso de IA
Call of Duty Black Ops 7 voltou ao centro do debate tecnológico depois que o congressista norte-americano Ro Khanna denunciou o uso de inteligência artificial (IA) generativa nas artes do jogo e cobrou regras que impeçam a substituição de empregos humanos.
Críticas no Capitólio
Em publicação no X/Twitter, Khanna — representante da Califórnia e ativo em temas de inovação — afirmou que “precisamos de regulamentações que impeçam as empresas de usar IA para eliminar empregos e maximizar lucros”. O parlamentar defendeu que artistas tenham participação nas decisões sobre IA, divisão de lucros e a criação de um “imposto sobre demissões em massa”.
O debate ganhou força após jogadores identificarem, logo no lançamento de Black Ops 7, cartões de visita com visual que lembrava animações do Studio Ghibli, supostamente criados por IA. A situação remete a fevereiro, quando a Activision admitiu ter usado IA generativa em artes promocionais de Black Ops 6, incluindo a polêmica tela de carregamento com um Papai Noel zumbi.
Khanna reforçou que “a inovação é patriótica e boa para a humanidade, desde que sirva às pessoas”. Ele propôs mudanças tributárias para desestimular automação excessiva, conselhos que garantam contribuição de trabalhadores e políticas para absorver profissionais deslocados. “Uma revolução tecnológica precisa beneficiar o americano comum”, completou.
Resposta da Activision
Procurada, a Activision Blizzard declarou que utiliza “uma variedade de ferramentas digitais, incluindo IA, para capacitar nossas equipes a criar as melhores experiências possíveis”. A publisher destaca que “o processo criativo continua liderado por indivíduos talentosos em nossos estúdios”.
Imagem: Internet
Apesar da defesa, parte da comunidade segue desconfiada. Além das artes geradas por IA, jogadores reclamam de outras decisões de design, como campanha always online (sempre conectada) e falta de opção de pausa, elementos que impactam tanto a acessibilidade quanto a experiência FPS — taxa de quadros.
Especialistas apontam que o caso somou-se a discussões globais sobre IA no entretenimento. Reportagem do The Verge lembra que sindicatos de roteiristas e atores nos Estados Unidos já negociam limites parecidos em Hollywood.
O futuro do desenvolvimento de games tende a mesclar IA e trabalho humano, mas a forma como essa integração ocorrerá segue indefinida. Para acompanhar outras análises e novidades do universo gamer, visite a página inicial do Games In e continue explorando nossos conteúdos.
Crédito da imagem: IGN Brasil Fonte: IGN Brasil


