Robô humanoide russo AIDOL cai em estreia e viraliza
Robô humanoide russo AIDOL, aposta da indústria de tecnologia da Rússia para competir com gigantes como Tesla, virou meme ao desabar no palco poucos segundos após sua primeira demonstração pública, em 10 de novembro, em Moscou.
O que é o AIDOL e por que importa
Desenvolvido pela startup russa AIdol, o humanoide mede 1,75 m, usa bateria de 48 V com autonomia anunciada de até seis horas e se locomove a km/h. O protótipo carrega até 10 kg, opera offline graças a processadores embarcados e exibe 19 servomotores responsáveis por mais de uma dúzia de “emoções” visíveis em uma pele de silicone, recurso semelhante ao empregado em robôs sociais para reforçar a interação homem-máquina.
O projeto ganha relevância por dois motivos: primeiro, ocorrer em meio a sanções que limitam o acesso russo a componentes de alta performance; segundo, a meta declarada de usar 93 % de peças produzidas no próprio país — hoje o índice está em 77 %.
O tombo que rodou o mundo
Ao som da trilha de “Rocky”, o AIDOL deu poucos passos trêmulos e caiu de “cara no chão”, exigindo que dois técnicos o retirassem às pressas. O CEO Vladimir Vitukhin definiu o incidente como “entretenimento em tempo real” e atribuiu a falha a problemas de calibração, reforçando que o robô ainda está em fase de testes. Ele comparou o episódio a “erros que viram conhecimento”, ecoando a filosofia já vista em projetos ocidentais, como o Atlas da Boston Dynamics, famoso por realizar saltos e parkour com estabilidade (saiba mais neste artigo da The Verge).
A repercussão negativa contrasta com o objetivo de mostrar poderio tecnológico, mas a equipe garantiu que novas versões serão apresentadas “em breve”, reforçadas por algoritmos de inteligência artificial e melhorias na mecânica dos atuadores.
Imagem: Internet
Próximos passos para a robótica russa
Além de corrigir o equilíbrio — fator crítico em robôs bípedes —, a AIdol pretende ampliar a autonomia energética e reduzir peso para chegar a aplicações logísticas e industriais. Caso atinja a meta de nacionalização de 93 % de componentes, o projeto poderia mitigar parte das restrições de importação que afetam semicondutores e sensores de precisão na Rússia.
No cenário global, o AIDOL ainda está distante de rivais como o Optimus, da Tesla, ou o modelo da chinesa XPeng, ambos capazes de concluir tarefas repetitivas e apresentar demos sem quedas. O tropeço em Moscou, porém, não encerra a corrida: falhas são comuns em protótipos e funcionam como etapas para atingir a robustez necessária a usos reais.
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Crédito da imagem: IGN Brasil Fonte: IGN Brasil


