PS5: vazamento das chaves ROM expõe bootloader do console
PS5 chaves ROM vazaram nas últimas horas de 2025, comprometendo a raiz de confiança do hardware e abrindo caminho para hacks permanentes do bootloader, de acordo com pesquisadores de segurança.
Por que as chaves ROM são tão críticas?
Ao contrário de falhas de software corrigidas com atualizações de firmware, as chaves ROM ficam gravadas fisicamente no silício da APU customizada da AMD que equipa o PlayStation 5. Elas são usadas pelo BootROM (Nível 0) para verificar a autenticidade do bootloader (Nível 1) antes mesmo do sistema operacional iniciar. Com as chaves agora públicas, desenvolvedores podem:
- Descriptografar e analisar o bootloader original.
- Compreender toda a cadeia de validação da Sony.
- Criar firmwares customizados (CFW) que rodem nativamente, sem precisar reaplicar jailbreak a cada reinicialização.
Especialistas classificam a vulnerabilidade como unpatchable (impossível de corrigir) porque um simples update de sistema não altera o conteúdo físico do chip.
Impacto para usuários, desenvolvedores e para a própria Sony
A divulgação das chaves aproxima um jailbreak definitivo, semelhante ao que aconteceu com o PlayStation 3. Para a comunidade de homebrew, o alerta é claro: desligar as atualizações automáticas e manter o console offline evita que eventuais patches adicionais limitem futuras modificações.
Há ainda reflexos na emulação para PC. Emuladores dependem de entender com exatidão como o hardware lida com dados criptografados. Com as chaves em mãos, é possível reproduzir o processo de boot com fidelidade, o que pode ampliar compatibilidade e desempenho de jogos exclusivos em computadores.
Imagem: Internet
Segundo o site de segurança Tom’s Hardware, a única saída definitiva para a Sony seria lançar uma revisão de placa-mãe — ou até um modelo PS5 v2 — com novas chaves ROM gravadas de fábrica. Até lá, os milhões de unidades vendidas até 2025 tornam-se alvos valiosos para colecionadores e entusiastas de modding.
O vazamento não significa pirataria imediata: ainda existem camadas de DRM no Kernel. Porém, a barreira mais difícil já caiu, e a história mostra que, uma vez exposto, o ecossistema tende a ficar cada vez mais aberto.
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Crédito da imagem: Adrenaline Fonte: Adrenaline



