Stranger Things: fim da série reforça nostalgia anos 80
Stranger Things encerrou a quinta e última temporada em 2025, selando quase uma década de aventuras em Hawkins e evidenciando como a anemoia — a saudade de um tempo jamais vivido — foi o combustível do fenômeno pop criado pelos irmãos Duffer.
Nostalgia que atravessa gerações
Lançada em 2016, a série rapidamente conquistou quem viveu ou apenas idealizou os anos 1980. Dados de 2022 do instituto Statista mostram que 56% do público estava entre 18 e 29 anos, seguido pelo grupo de 30 a 44 anos. Em outras palavras, a maioria não experimentou de fato fliperamas, fitas VHS ou as primeiras lan houses, mas conectou-se às referências de arcades, trilhas de rock clássico e a sensação de liberdade pré-smartphone. Esse sentimento de “falta do que não se viveu” — a anemoia — tornou-se o coração emocional da trama, dobrando o alcance para além do público que realmente cresceu naquela década.
Impacto cultural além dos furos de roteiro
Mesmo com críticas a passagens explicadas fora de tela e dependência de materiais complementares ainda inéditos, Stranger Things garantiu seu lugar ao lado de ícones pop como Harry Potter e Friends. A série popularizou hits de Kate Bush e Metallica em rankings atuais de streaming musical, reacendeu conversas sobre mesas de RPG e estimulou novas produções centradas em amizade juvenil e terror cósmico. Como destaca o IGN Brasil, o legado não se mede apenas por prêmios, mas pela capacidade de gerar conversa — e, claro, hype.
Ao longo de cinco temporadas, o espectador acompanhou o elenco crescer junto com o próprio público: de crianças em cabanas improvisadas até jovens adultos lidando com empregos, romances e o iminente fim do mundo invertido. Para muitos, o último episódio, embalado por “Heroes”, de David Bowie, funcionou como rito de passagem que marcou o avanço do tempo — na tela e fora dela.
Imagem: Internet
O adeus é agridoce: ficam lacunas narrativas, mas também a playlist e as recordações de momentos dignos de printscreen. A sensação final é de missão cumprida: provar que nostalgia vende, emociona e, quando bem executada, vira parte indissociável da cultura gamer e pop.
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Crédito da imagem: Netflix/Reprodução Fonte: Netflix/Reprodução



