NVIDIA Vera Rubin pode consumir 10% da memória móvel
NVIDIA Vera Rubin deve absorver cerca de 20 bilhões de gigabits de memória NAND e LPDDR5X em 2024, o bastante para equipar entre 100 e 150 milhões de smartphones — praticamente 10% de toda a demanda prevista para o mercado móvel em 2026.
KeyBanc vê disputa direta com fabricantes de celulares
A projeção da consultoria financeira KeyBanc indica que a corrida por componentes para inteligência artificial colocará OEMs de smartphones lado a lado com hiperescaladores na disputa por chips. O relatório afirma que a GPU/CPU “Vera” — combinação da Grace CPU com a Rubin GPU — já exige 1,5 TB de memória por unidade, triplicando o consumo da geração anterior. Resultado: a NVIDIA precisará de um volume colossal de NAND dedicado ao novo esquema ICMS, responsável por armazenar em flash o KV Cache que acelera tarefas de IA generativa.
A KeyBanc destaca ainda que a fome de memória se estenderá à LPDDR5X, tradicionalmente usada em smartphones top de linha. Como 20% do custo de materiais de um celular vem justamente das memórias, qualquer aperto na oferta pode elevar o preço final em US$ 100 a US$ 150 e esfriar as vendas entre 3% e 5% em 2026.
Apple e Samsung podem segurar estoque, mas preços devem subir
O relatório aponta que gigantes como Apple e Samsung têm poder de negociação suficiente para reservar parte da produção, absorvendo o impacto inicial. Mesmo assim, a escassez deve respingar no consumidor, pressionando o tíquete médio de aparelhos intermediários e premium. Além disso, outros segmentos eletrônicos que dependem de NAND — como notebooks e consoles — podem sentir efeitos parecidos.
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De acordo com análise repercutida pelo Tom’s Hardware, o cenário reforça a tendência de alta de preços na cadeia de semicondutores durante a transição para aplicações de IA em larga escala.
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Crédito da imagem: AFP Photo Fonte: AFP Photo


