Maiores reservas de lítio: ranking global atualizado
Maiores reservas de lítio movimentam a geopolítica da tecnologia: cinco países concentram mais de 90% do mineral vital para baterias de smartphones, PCs portáteis e veículos elétricos, definindo quem liderará a economia nos próximos anos.
Top 5 países dominam o “ouro branco”
Dados recentes do USGS apontam a Bolívia no topo do ranking, com estimadas 23 milhões de toneladas, quase todas no Salar de Uyuni. A infraestrutura limitada, porém, retarda a produção comercial. Na vizinha Argentina, projetos em Catamarca, Jujuy e Salta somam 21 milhões t e avançam mais rápido, atraindo mineradoras internacionais.
O Chile reúne até 11 milhões t no Salar de Atacama e segue como referência em eficiência, graças a operadores como SQM e Albemarle. A Austrália, com 8 milhões t extraídas de rochas duras em Greenbushes, é hoje a maior produtora efetiva e exporta boa parte do concentrado para a China. Fechando a lista, a China possui cerca de 7 milhões t em território doméstico, mas controla 80 % do refino mundial e da produção de células de bateria, resultado de aquisições estratégicas em minas estrangeiras.
Brasil aposta no “lítio verde”
Com 730 mil toneladas mapeadas no Vale do Jequitinhonha (MG), o Brasil surge como player sustentável. A Sigma Lithium lidera a extração com energia renovável e menor consumo hídrico, atraindo montadoras que buscam cumprir metas ESG.
Impacto direto no bolso do gamer
O preço do carbonato de lítio beirou US$ 21.800/t em janeiro de 2026 (cerca de R$ 117 mil). A expectativa é de salto na demanda até 2035, impulsionada por notebooks e GPUs móveis cada vez mais potentes, além da eletrificação automotiva. Segundo análise da The Verge, gargalos no refino podem manter os custos elevados, refletindo no valor final de smartphones, consoles portáteis e placas de vídeo.
Imagem: Internet
Alternativas em desenvolvimento
Baterias de sódio, magnésio e soluções de estado sólido prometem reduzir a dependência, mas nenhuma alcançou a densidade energética do lítio em escala industrial. Por isso, especialistas projetam um futuro híbrido, com múltiplas químicas dividindo o mercado conforme necessidade de autonomia, peso e segurança.
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Crédito da imagem: Adrenaline Fonte: Adrenaline



