VPN França: provedores ameaçam sair após bloqueio
VPN França virou tema central no combate à pirataria depois que um tribunal de Paris ordenou que cinco grandes provedores — CyberGhost, ExpressVPN, NordVPN, ProtonVPN e Surfshark — bloqueiem 203 domínios ligados a transmissões esportivas ilegais durante toda a temporada 2025/2026.
Decisão inédita pressiona a indústria de privacidade
O Tribunal Judicial de Paris classificou as VPNs como “intermediários técnicos” que facilitam o contorno de bloqueios já aplicados a sites piratas. A corte rejeitou a alegação de “política zero logs”, argumentando que o bloqueio regional não exige coleta de dados pessoais. O prazo: apenas três dias úteis para implementar as restrições.
Efeito dominó: empresas cogitam deixar o mercado francês
A VPN Trust Initiative (VTI) chamou a medida de “desproporcional e perigosa”. NordVPN anunciou recurso imediato, enquanto outras marcas avaliam suspender operações no país, alegando que a exigência fere a premissa básica de privacidade dos serviços. Caso a regra se consolide, usuários podem migrar para VPNs menores ou sediadas fora da União Europeia, o que reduz a eficácia do bloqueio.
Arcom prepara filtro em tempo real contra streams piratas
Paralelamente, o regulador de comunicações Arcom planeja, até o fim do primeiro semestre de 2026, um sistema automatizado que atualiza IPs e domínios suspeitos em tempo real, compartilhando a lista com operadoras, provedores de DNS, CDNs e lojas de aplicativos. O órgão estima que 66% dos franceses que consomem conteúdo ilegal já usam DNS alternativos ou VPN para burlar bloqueios tradicionais.
Imagem: William R
Canal+ vence na Justiça, mas desafio técnico persiste
A ação foi movida pela Canal+, detentora dos direitos da UEFA Champions League e Premier League. Embora a empresa celebre o “precedente histórico”, especialistas apontam que o cenário é de “gato e rato”: sites piratas trocam domínios e IPs rapidamente, e usuários podem recorrer a novos serviços para driblar restrições. A análise completa pode ser conferida em reportagem do portal The Verge, que detalha a resposta da indústria global de VPN.
Enquanto o impasse legal não se resolve, a comunidade gamer e profissionais que dependem de conexões estáveis para jogar, fazer streaming ou trabalhar remotamente precisam acompanhar de perto essas mudanças. Para mais artigos sobre tecnologia e dicas de setup, visite nossa página principal.
Crédito da imagem: Hardware.com.br Fonte: Hardware.com.br


