Energia eólica offshore: juízes liberam 3 projetos de 6 GW
Energia eólica offshore volta a avançar nos EUA após decisões judiciais que derrubam a ordem de paralisação imposta pelo governo Trump a cinco parques eólicos, totalizando 6 GW.
O que mudou na última semana
Três tribunais federais autorizaram a retomada imediata das obras dos projetos Revolution Wind (Rhode Island), Empire Wind (Nova York) e Coastal Virginia Offshore Wind (Virgínia). A suspensão, determinada em dezembro de 2026 pelo Departamento do Interior, alegava riscos à segurança nacional por possível interferência em radares. O embargo valeria por 90 dias, mas os desenvolvedores — Equinor, Dominion Energy e Ørsted — recorreram alegando decisão “arbitrária e caprichosa”.
Nos julgamentos, os juízes Carl Nichols e Jamar Walker criticaram a falta de evidências técnicas sobre a ameaça aos radares. Nichols chegou a observar que o próprio governo não utilizou sequer o termo “arbitrariedade” em sua defesa. Com isso, três das cinco obras paralisadas podem retomar imediatamente a instalação de turbinas.
Potencial de 110 GW até 2050
Segundo estudo do Departamento de Energia dos EUA (2024), a costa leste pode adicionar até 110 GW de capacidade offshore até 2050 — reforço crucial para grandes centros urbanos e regiões de data centers com alto consumo energético. A geração eólica em alto-mar é considerada hoje uma das fontes mais baratas de eletricidade nova, podendo conter a escalada de tarifas no Nordeste e no operador PJM, que atende o Meio-Atlântico.
Em escala nacional, estimativas indicam potencial de 13.500 TWh por ano, volume três vezes superior ao consumo elétrico atual dos EUA. A liberação dos projetos sinaliza alívio para a cadeia de suprimentos de turbinas e para investidores que já desembolsaram bilhões em contratos de compra de energia.
Imagem: Internet
Para entender melhor como turbinas e tecnologia de mitigação de interferência em radar funcionam em parques marítimos, confira a análise publicada pela CNET.
No curto prazo, ainda restam duas ações em curso: Sunrise Wind, com audiência em 2 de fevereiro, e Vineyard Wind 1, cujo processo foi protocolado recentemente. O desfecho desses casos pode definir o ritmo dos investimentos em energias renováveis nos próximos anos.
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Crédito da imagem: TechCrunch Fonte: TechCrunch


