Taxa de riqueza na Califórnia ameaça Vale do Silício
Taxa de riqueza na Califórnia é o novo pesadelo de fundadores e investidores de tecnologia: a proposta de 5% incidiria sobre o poder de voto das ações, não sobre o valor real já realizado, criando um potencial rombo bilionário para nomes como Larry Page e outros líderes do setor.
Como o imposto funcionaria
O texto em discussão prevê cobrar 5% de quem possuir patrimônio superior a US$ 1 bilhão, retroativo a 1º de janeiro de 2026. O detalhe que tirou o sono dos executivos é que a alíquota recairia sobre ações com direito a voto. Larry Page, por exemplo, controla cerca de 30% dos votos do Google, embora detenha só 3% do capital. Nessa lógica, seu imposto seria calculado sobre a fatia de 30%, multiplicada pelo valor de mercado da companhia — um impacto muito maior do que imaginado inicialmente.
Para startups ainda privadas, o risco se agrava: especialistas alertam que calcular o valuation de empresas sem capital aberto é impreciso. Caso o estado rejeite a avaliação apresentada, tanto a companhia quanto o avaliador podem ser multados. Um ex-funcionário da SpaceX, hoje à frente de uma empresa de rede elétrica em fase Série B, disse que o imposto apagaria todo o seu patrimônio na operação.
Reações de bilionários e do governo
A resistência é ampla e bipartidária. Investidores criaram um grupo no Signal, batizado de “Save California”, que reúne de David Sacks, ligado a Donald Trump, até o doador democrata Chris Larsen. Enquanto isso, Larry Page investiu US$ 173,4 milhões em imóveis em Miami e Peter Thiel alugou novos escritórios na cidade, sugerindo planos de mudança.
O governador Gavin Newsom também entrou na disputa. “Isso será derrotado, sem dúvida”, afirmou ao New York Times, garantindo atuar nos bastidores para barrar a medida. Já o sindicato que propôs a cobrança, ligado à saúde, argumenta que a arrecadação de US$ 100 bilhões é vital para manter emergências abertas após cortes federais.
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Para se tornar lei, a iniciativa precisa de 875 mil assinaturas e maioria simples no pleito de novembro. Enquanto isso, o debate sobre “êxodo do Vale do Silício” ganha força, com advogados tributários defendendo contas de diferimento e avaliações alternativas como únicas saídas temporárias.
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Crédito da imagem: TechCrunch Fonte: TechCrunch


