Entregas por drones avançam nos EUA e chegam ao Brasil
Entregas por drones já somam milhões de voos nos Estados Unidos e começam a ganhar espaço no Brasil, prometendo reduzir o tempo de entrega de refeições, medicamentos e encomendas leves de horas para minutos.
Gigantes americanas lideram a revolução aérea
A Zipline, referência global desde 2016, superou 2 milhões de entregas e 125 milhões de quilômetros voados. Nos EUA, seus drones V-tol percorrem até 24 km e descem o pacote por cabo, evitando pousos em áreas residenciais.
A Wing, braço da Alphabet, ultrapassou 750 mil entregas graças à parceria com o Walmart. Seus modelos voam a mais de 100 km/h e baixam a encomenda sem tocar o solo, concluindo pedidos em cerca de 30 minutos.
O Prime Air, da Amazon, opera em College Station (TX) e Tolleson (AZ). Apesar de avanços, esbarra em questões regulatórias e soma apenas algumas centenas de entregas comerciais, após ajustes em sensores e software em 2025.
Detalhes técnicos, como voos BVLOS, uso de GPS, sensores de obstáculo e sistemas de segurança redundantes, garantem que cada UAV mantenha altitudes seguras e evite colisões, segundo reportagem do The Verge.
Brasil testa céu compartilhado
Autorizada pela ANAC desde 2022, a parceria iFood + Speedbird Aero já realizou mais de 600 entregas em Aracaju e Barra dos Coqueiros. Os drones transportam até 5 kg em rotas de 3 km entre droneports e hubs, acelerando trechos críticos sem substituir entregadores terrestres.
Em março de 2025, os Correios e a Prefeitura de Curitiba demonstraram o primeiro voo BVLOS urbano da estatal, percorrendo 1,8 km em evento piloto. O teste integra o projeto de “aerovias urbanas” que deve apoiar futuras rotas comerciais.
Imagem: Reprodução
Empresas como SwissDrones e OMNI Táxi Aéreo conduzem missões offshore na costa do Rio de Janeiro, enquanto a Speedbird expande hubs em Salvador e testa voos acima de 30 km para setores de saúde, varejo e energia.
Para operar, as companhias precisam registrar aeronaves na ANAC, homologar sistemas de comunicação na ANATEL e obter liberação de espaço aéreo junto ao DECEA, exigências que elevam a segurança e padronizam a integração com o tráfego tradicional.
Perspectivas para 2026
A expectativa do setor é que, até 2026, o Brasil tenha regras mais claras para operações regulares, incluindo seguros obrigatórios e avaliação de risco padronizada. A projeção é de voos mais longos, maior capacidade de carga e integração em cadeias logísticas urbanas e rurais — complementando motos, vans e até barcos em áreas remotas.
Se confirmadas, as mudanças podem popularizar serviços de entrega em 30 a 60 minutos para medicamentos sensíveis, peças de reposição e refeições quentes, ampliando o alcance de restaurantes, farmácias e e-commerces para comunidades hoje pouco atendidas.
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Crédito da imagem: Zipline / Wing / Amazon Fonte: Showmetech


