Processo contra WhatsApp questiona criptografia prometida
Processo contra WhatsApp acusa a Meta de armazenar e analisar mensagens que deveriam ser protegidas por criptografia de ponta a ponta, colocando brasileiros entre os autores da denúncia protocolada no Tribunal Distrital de San Francisco.
Acusação fala em acesso indevido a conversas privadas
O grupo internacional de usuários — vindos do Brasil, Índia, México, Austrália e África do Sul — sustenta que a Meta engana mais de dois bilhões de pessoas ao marketear a criptografia como “inviolável”. Segundo a queixa, funcionários teriam a capacidade de ler praticamente todas as conversas, contrariando os alertas que o próprio aplicativo exibe: “apenas as pessoas neste chat podem ler as mensagens”. Os demandantes ainda citam whistleblowers internos para reforçar a acusação de prática “sistêmica” de coleta de dados.
Meta rebate e chama denúncia de “ficção frívola”
Em nota, o porta-voz Andy Stone disse que as alegações são “categoricamente falsas” e “absurdas”, lembrando que o WhatsApp utiliza o protocolo Signal desde 2016. A companhia promete buscar sanções contra os advogados dos autores e reitera que a infraestrutura técnica impediria qualquer acesso externo ou interno às mensagens.
Possível ação coletiva pode ampliar impacto global
Os advogados dos usuários, dos escritórios Quinn Emanuel e Keller Postman, pedem que o processo seja certificado como ação coletiva. Se o pedido for aceito, milhões de pessoas poderiam aderir, elevando a pressão sobre a Meta em mercados onde a privacidade digital é tema sensível — especialmente no Brasil, que discute o fortalecimento da LGPD.
O que está em jogo para quem usa o aplicativo
Para gamers, profissionais de home office e criadores de conteúdo que dependem do WhatsApp para organizar partidas, coordenar setups ou trocar arquivos de trabalho, a disputa jurídica pode redefinir a percepção de segurança no mensageiro. Se o tribunal concluir que há brecha na criptografia, usuários terão de reavaliar protocolos e, possivelmente, migrar para plataformas rivais com foco em privacidade.
Imagem: Internet
De acordo com a Bloomberg, o caso pode se arrastar por anos, mas já pressiona a Meta a dar respostas técnicas claras sobre como lida com dados nos servidores.
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Crédito da imagem: Reprodução/Gemini
Fonte: Mundo Conectado


