Code Vein 2 decepciona com repetição e enredo morno
Code Vein 2 chega prometendo expandir o soulslike vampiresco da Bandai Namco, mas entrega uma aventura marcada por cenários reciclados, narrativa rala e desempenho técnico irregular.
Criação de personagem é o ponto alto
O destaque imediato é o robusto editor de personagem. São dezenas de opções de cabelo, roupas e acessórios que permitem recriar ícones de anime ou criar um vampiro único. Esse “fashion souls” ganha relevância porque o jogo praticamente não oferece armaduras ao longo da campanha, mantendo o visual inicial até o fim. Caso o jogador se arrependa de algum detalhe, é possível reabrir o editor a qualquer momento sem custo.
Enredo sem urgência e viagem no tempo confusa
A história apresenta o hub MagMell, onde o protagonista recebe a missão de salvar o mundo derrotando cinco heróis do passado. Para justificar encontros repetitivos, a trama recorre a saltos temporais que pouco acrescentam: companheiros do presente surgem como inimigos em outras eras, mas sem impacto emocional. A falta de uma ameaça visível e personagens carismáticos faz com que as quase 30 horas de campanha pareçam um grande filler.
Combate competente, porém cansativo
No controle, Code Vein 2 reproduz a fórmula soulslike com rolagens, barras de estamina e momentos de “risk vs. reward”. Há variedade de armas — de espadas de duas mãos a baionetas — e a possibilidade de equipar habilidades cruzadas. Entretanto, a diversão cai rapidamente: inimigos comuns e chefes retornam com novas cores ou barras de vida turbinadas, gerando sensação de déjà vu constante. A ausência de liberdade para montar builds, limitada a itens com atributos pré-definidos, amplia a frustração de quem busca experimentação.
Desempenho técnico precisa de polimento
No PlayStation 5, os modos “Qualidade” e “Desempenho” exibem taxa de quadros similar, travada em 30 FPS, além de pop-in de objetos bem próximo da câmera. Quedas de desempenho são frequentes em cutscenes e batalhas mais caóticas. Para um jogo previsto para 2026, esse nível de otimização desaponta — especialmente quando outros títulos do gênero, como Elden Ring, oferecem opções mais estáveis.
Imagem: Internet
Mesmo com combate funcional, Code Vein 2 tropeça na própria ambição, repetindo cenários, inimigos e chefes até a exaustão. Para fãs do estilo soulslike, vale considerar alternativas mais completas antes de mergulhar nesta jornada vampiresca.
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Crédito da imagem: Bandai Namco Fonte: IGN Brasil



