A Nissan está utilizando inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento de seus veículos elétricos. A montadora integrou 90 anos de dados de testes ao software da britânica Monolith e, com isso, afirma ter reduzido o tempo total de validação pela metade.
A colaboração entre as empresas teve início no projeto do Nissan Leaf e foi renovada até 2027. Agora, a aplicação do sistema será estendida a outros modelos da marca.
Como funciona
Engenheiros do Centro Técnico da Nissan, em Cranfield (Reino Unido), alimentam a plataforma da Monolith com informações históricas e simulações digitais. O aprendizado de máquina processa esses dados para prever o desempenho dos carros em diversas condições antes de qualquer teste de pista.
Segundo Emma Deutsch, diretora de engenharia e operações de teste da Nissan na Europa, a iniciativa “simula e valida o desempenho com notável precisão”, reduzindo a dependência de protótipos físicos, economizando recursos e diminuindo o impacto ambiental.
Resultados iniciais
Em um dos estudos, a IA analisou o torque ideal das juntas de parafusos do chassi. O algoritmo apontou a faixa de aperto recomendada e indicou quais ensaios priorizar, eliminando 17% dos experimentos físicos.
Imagem: Divulgação
Benefícios apontados pela montadora
- Redução substancial do tempo de testes;
- Menor necessidade de protótipos;
- Aumento da precisão nos diagnósticos;
- Economia de recursos e energia;
- Otimização de todo o ciclo de desenvolvimento.
A plataforma da Monolith também oferece um “Recomendador de Próximo Teste” e um “Detector de Anomalias”, que sugerem novos ensaios e identificam falhas quase em tempo real. “Nossa missão é capacitar engenheiros com ferramentas de IA que tornem o desenvolvimento mais inteligente e rápido”, disse Richard Ahlfeld, fundador e CEO da Monolith.
Com a expansão do uso da inteligência artificial, a Nissan pretende aplicar o processo em toda a linha de veículos, mantendo a meta de cortar em 50% o tempo gasto na etapa de validação.
Com informações de Olhar Digital

