Agentes de IA exigem novo modelo de acesso e segurança
Agentes de IA estão acelerando tarefas corporativas, mas sua autonomia expõe falhas nos modelos de gestão de identidade (IAM) ao misturar funções de usuário e serviço sem clareza de dono, aprovação ou escopo.
Por que o modelo atual de IAM não funciona
Em estruturas clássicas, permissões humanas são atreladas a cargos, revisadas periodicamente e limitadas por contexto. Contas de serviço — usadas por aplicações — têm acesso restrito a uma função. Já os agentes de inteligência artificial atuam com autoridade delegada, 24 h por dia, navegando por múltiplos sistemas e acumulando permissões ao longo do tempo. Esse “drift de acesso” permite que o agente execute ações que o próprio usuário jamais poderia realizar diretamente, sem disparar alertas de segurança.
Três perfis de agente e seus riscos
Agentes pessoais servem a um único funcionário e herdam suas permissões; o raio de impacto é pequeno. Agentes de terceiros vêm embutidos em plataformas SaaS, onde o fornecedor assume a responsabilidade pelo controle. O maior perigo está nos agentes organizacionais, criados internamente e compartilhados entre equipes. Sem proprietário definido, eles acumulam credenciais amplas e persistentes, tornando-se vetores de bypass de autorização: um colaborador sem acesso a determinado dado pode solicitar a esses bots que o façam por ele, de forma tecnicamente legítima, mas fora da política de segurança.
Como reduzir o “blast radius”
A primeira medida é nomear um responsável para cada agente, definindo propósito, ciclo de vida e revisão contínua de permissões. Mapear quais usuários podem invocar cada bot é vital para rastrear ações e bloquear abusos. Também é recomendável adotar controles de sessão por contexto, registrando o fluxo usuário → agente → sistema. Grandes portais especializados, como The Verge, vêm alertando que, sem essa visibilidade, ganhos de produtividade se transformam em risco sistêmico, sobretudo em ambientes que dependem de automação em larga escala.
Imagem: Internet
O que está em jogo
Se não forem controlados, agentes organizacionais podem alterar dados críticos, violar compliance e dificultar auditorias, já que suas ações parecem autorizadas pelo próprio sistema. Em um incidente, a ausência de dono atrasa a contenção e a investigação. Ao repensar acesso, propriedade e monitoramento, empresas transformam esses bots de ameaça potencial em aliados seguros de performance.
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Crédito da imagem: The Hacker News Fonte: The Hacker News


