Agentes de IA: 92% das empresas brasileiras planejam adoção
Agentes de IA estão no centro das estratégias de 92% das companhias brasileiras, mostra a terceira edição do Índice de Preparação para IA (AI Readiness Index) da Cisco, que ouviu mais de 8 000 líderes em 30 países e 26 setores.
Empresas referência avançam em rede e governança
O estudo destaca um grupo chamado “Pacesetters”, ou Empresas Referência, que soma 13% da amostra global e 18% no Brasil. Essas organizações enxergam a inteligência artificial como parte do negócio, não como projeto paralelo: 99% possuem roteiro de IA definido (vs. 58% da média) e 91% contam com plano de gestão de mudanças (vs. 35%). O investimento acompanha o discurso — 79% colocam IA como prioridade orçamentária número 1, frente a apenas 24% das demais.
No que diz respeito à infraestrutura, 71% dessas líderes afirmam que suas redes são flexíveis o suficiente para escalar qualquer projeto de IA praticamente em tempo real, contra 15% dos demais participantes. Além disso, 77% pretendem ampliar a capacidade de data center nos próximos 12 meses, preparando-se para cargas de trabalho mais pesadas como treinamento de modelos e inferência de GPU.
Dívida de infraestrutura expõe gargalos ocultos
Apesar da ambição, o índice revela que mais da metade (54%) das organizações globais não consegue escalar redes para o volume de dados exigido por agentes de IA autônomos. Apenas 26% contam com capacidade robusta de GPU, componente essencial para acelerar processamento de modelos. No Brasil, 41% das empresas ainda figuram como “Followers”, etapa de menor prontidão operacional.
Esse déficit, batizado pela Cisco de “dívida de infraestrutura de IA”, inclui atualizações adiadas, arquitetura subfinanciada e segurança insuficiente. Menos de um terço das companhias afirma conseguir detectar ou prevenir ameaças específicas de IA, o que amplia o risco de vazamento de dados e ataques direcionados.
Imagem: William R
Mesmo assim, o otimismo persiste: três em cada quatro Pacesetters já escalaram casos de uso de IA para produção, 90% relatam ganhos mensuráveis em lucratividade, produtividade e inovação, e 71% acreditam que conseguirão gerar novas fontes de receita a partir dos projetos em andamento — embora, no Brasil, essa confiança caia para 44%.
Detalhes adicionais do levantamento estão disponíveis no site oficial da Cisco, que aprofunda metodologia e recortes regionais.
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Crédito da imagem: Cisco Fonte: Cisco

