Agentes de IA viram risco de escalonamento de privilégio
Agentes de IA já deixaram de ser simples assistentes pessoais e hoje executam tarefas críticas em RH, suporte e DevOps, mas o amplo acesso concedido a eles está abrindo brechas de escalonamento de privilégio dentro das empresas.
Como os agentes ganham tanto poder
Para orquestrar fluxos que vão do CRM ao ambiente de produção, esses bots corporativos operam com service accounts, chaves de API ou autorizações OAuth que raramente expiram. Na prática, recebem permissões muito maiores que as de um usuário humano, simplificando integrações, mas também criando um “superusuário” compartilhado por toda a organização.
Exemplos citados no relatório incluem:
- Agente de RH que cria e remove contas em sistemas de IAM, apps SaaS e VPNs.
- Agente de change management que altera configurações em produção e registra tudo no ServiceNow.
- Agente de suporte que reúne dados de cobrança, CRM e backend para resolver tickets.
Quando o controle de acesso deixa de funcionar
Ao interagir com um agente, o usuário não acessa o sistema diretamente; quem executa a ação é o bot, usando suas credenciais ampliadas. Dessa forma, um funcionário limitado à leitura pode, por meio do agente, obter relatórios financeiros completos ou reiniciar pipelines em produção — tudo sem violar formalmente nenhuma política, pois os logs registram apenas a identidade do agente.
Esse bypass silencioso torna inútil o princípio de “menor privilégio” e dificulta auditorias, já que a trilha de auditoria aponta para o agente, não para o solicitante. Segundo análise publicada pelo The Hacker News, as equipes de segurança perdem visibilidade, atribuição de responsabilidade e rapidez na resposta a incidentes.
Imagem: Internet
Próximos passos para proteger o ambiente
Especialistas recomendam mapear quais agentes existem, que dados tocam e quais usuários os ativam. Ferramentas como a plataforma Wing prometem descobrir agentes automaticamente, correlacionar suas permissões com o perfil de cada colaborador e sinalizar discrepâncias antes que virorem porta de entrada para ataques.
No fim, abraçar a automação sem perder o controle exige monitoramento contínuo, revisão de permissões e, principalmente, atribuição clara entre ação do agente e intenção do usuário.
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Crédito da imagem: The Hacker News Fonte: The Hacker News


