Algoritmo da Netflix domina 87% das escolhas no Brasil
Algoritmo da Netflix já é o principal curador de conteúdo para os brasileiros: 87% abrem o app sem saber o que assistir, confiando na recomendação automática, segundo o relatório Still Watching 2025.
Recomendação substitui a busca tradicional
O estudo revela que 64% de todas as horas de visualização no país têm início direto na página inicial, sem uso da barra de pesquisa. Esse comportamento marca a transição do modelo “biblioteca” — onde o usuário procura um título específico — para o modelo “feed”, em que o serviço apresenta sugestões personalizadas.
A confiança no sistema é alta: 91% dos entrevistados afirmam que o serviço “acerta em cheio” seus gostos. Para Millennials e Gen Z, a sensação de compreensão chega a 78%. Essa precisão não é casual; é fruto do investimento pesado da empresa em arquitetura de dados e machine learning, responsável por seções como “Porque você assistiu…”, que puxaram um aumento global de 50% no tempo de exibição.
Para a engenharia da plataforma, precisou pesquisar? O design falhou. O histórico de visualização vira preditor de “mood”: quem maratonou “F1: Dirigir para Viver”, por exemplo, tende a receber bastidores de esportes e documentários competitivos, não necessariamente corridas ao vivo.
Impacto para produtores e anunciantes
Com a audiência abandonando a busca, conquistar destaque na primeira tela — estratégia conhecida como First Impression — ganhou status de ouro. Se o algoritmo dita o que será visto, produtores precisam otimizar thumbnails, descrições e ritmo de lançamento para agradar ao sistema. Anunciantes, por sua vez, procuram espaços premium junto a títulos promovidos pela própria plataforma.
Imagem: William R
Essa tendência não é exclusiva do Brasil, mas o país lidera a “TikTokificação da TV”, de acordo com analistas citados em reportagem do The Verge. A experiência vira um scroll infinito de vídeos, onde o controle remoto serve basicamente para dar play.
O avanço da curadoria algorítmica reforça que a batalha do streaming passou da quantidade de catálogo para a qualidade da recomendação. Enquanto isso, quem cria ou anuncia conteúdo precisa entender como “conversar” com a IA da plataforma. Para acompanhar outras tendências de tecnologia e entretenimento, visite nossa página inicial e não perca as próximas análises.
Crédito da imagem: Netflix Fonte: Netflix

