Amplificadores de áudio estão presentes em fones, caixas Bluetooth, equipamentos profissionais e em praticamente qualquer sistema de som. Esses circuitos são divididos em classes – A, B, AB, C e D – que determinam como o sinal é processado, a eficiência energética e a quantidade de calor gerada.
Classe A
Nesse desenho, o transistor de saída permanece conduzindo durante todo o ciclo do sinal (360°). O resultado é extrema linearidade e distorção praticamente inexistente, características buscadas por audiófilos e estúdios hi-fi. O preço dessa fidelidade é a eficiência baixa, em torno de 25% a 30%, e a dissipação de grande quantidade de calor.
Classe B
Para reduzir o desperdício térmico, a classe B utiliza dois transistores em configuração push-pull, cada um responsável por metade da onda (180°). A eficiência sobe para cerca de 50%, mas surge a chamada distorção de crossover, perceptível em passagens de volume baixo, quando um transistor desliga e o outro assume a condução.
Classe AB
Projetos classe AB mantêm ambos os transistores levemente ativos na região de transição. Assim, eliminam a distorção de crossover sem perder muito em rendimento. A eficiência varia de 50% a 60%, combinação que tornou a classe AB a mais comum em receivers domésticos, mixers e amplificadores de instrumentos.
Classe C
A classe C conduz o sinal por menos de 180°, gerando pulsos curtos de alta potência. A eficiência pode ultrapassar 80%, mas a distorção é tão elevada que o circuito não serve para áudio. Por isso, é empregado em transmissores de rádio e outros sistemas de RF, onde filtros ressonantes reconstruem o sinal depois da amplificação.
Imagem: Internet
Classe D
Diferente das anteriores, a classe D funciona como um chaveador digital. O sinal analógico é convertido em pulsos PWM, e os transistores trabalham apenas em corte ou saturação, o que reduz perdas. A eficiência se aproxima de 90%, permitindo projetos compactos para soundbars, caixas portáteis e sistemas automotivos. A qualidade depende do filtro de saída e dos semicondutores usados, como MOSFETs ou componentes em nitreto de gálio (GaN).
Em resumo, a escolha da classe influencia consumo, tamanho e fidelidade. Equipamentos focados em qualidade absoluta tendem a usar classe A; soluções equilibradas preferem classe AB; produtos portáteis ou automotivos costumam adotar classe D; já a classe C permanece restrita a aplicações de radiofrequência.
Com informações de Mundo Conectado

