Anvisa aprova Leqembi para Alzheimer em estágio inicial
Anvisa aprova Leqembi, anticorpo monoclonal que promete retardar em 27% a perda cognitiva de pacientes no início do Alzheimer, marcando a chegada de uma nova classe de tratamentos ao Brasil.
Como o Leqembi atua no cérebro
Desenvolvido pelas farmacêuticas Biogen e Eisai, o Leqembi (lecanemabe) liga-se às placas de proteína beta-amiloide e facilita a remoção desses aglomerados tóxicos ao redor dos neurônios. A infusão intravenosa é feita em hospital a cada duas semanas e dura cerca de uma hora. Nos estudos clínicos, conduzidos por 18 meses, a terapia reduziu em 27% o ritmo de queda de memória e função executiva.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária liberou o uso para adultos com comprometimento cognitivo leve ou demência leve, desde que a presença de placas amiloides seja confirmada por exames. Pessoas com mutação APOE-e4, que eleva o risco de efeitos adversos graves, não são elegíveis.
Preço, riscos e comparação com terapias rivais
O valor do tratamento ainda será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Nos Estados Unidos, o custo anual gira em torno de US$ 26,5 mil (aprox. R$ 143 mil). Para referência, o donanemabe (Kisunla), concorrente aprovado no Brasil em 2023, sai por cerca de R$ 24 mil por mês e mostrou uma redução de até 35% na perda cognitiva.
Hemorragias cerebrais, edemas e dores de cabeça figuram entre as reações mais comuns registradas nos testes. Por isso, a indicação só deve partir de neurologistas com acesso a exames de imagem e acompanhamento próximo do paciente. Especialistas apontam que, pelo alto custo e pelas restrições de uso, o medicamento não deve integrar o SUS no curto prazo.
Imagem: Reprodução
Em entrevista ao jornal O Globo, o neurocientista Mychael Lourenço, da UFRJ, destacou que, embora não seja cura, o Leqembi representa avanço após décadas sem opções que modificassem o curso da doença. O especialista ressaltou ainda a necessidade de avalia-lo em uma população geneticamente diversa como a brasileira. Mais detalhes podem ser conferidos na cobertura do G1, portal de alta autoridade.
A aprovação do Leqembi inaugura no Brasil uma era de terapias modificadoras do Alzheimer, mas impõe desafios logísticos e financeiros significativos. Para acompanhar outras novidades que impactam qualidade de vida e performance no dia a dia, visite a página inicial do Games In e continue explorando nossos guias.
Crédito da imagem: Olhar Digital Fonte: Olhar Digital



