Ataque hacker à PSN em 2011: raiz dos vazamentos de MJ
Ataque hacker à PSN em 2011 derrubou a rede da Sony, expôs dados de 24 milhões de contas e, nos bastidores, resultou no roubo de cerca de 50 mil músicas, incluindo o catálogo completo de Michael Jackson — peça-chave para os vazamentos que ressurgem em 2026.
Como a #OpSony abriu o cofre digital da gravadora
No dia 4 de abril de 2011, o coletivo Anonymous iniciou a operação #OpSony, usando ataques DDoS para sobrecarregar a PlayStation Network. Após três dias, o grupo suspendeu a ofensiva, mas o estrago já estava em curso. Em 19 de abril, a Sony detectou acesso não autorizado e desligou a PSN; dois dias depois confirmou que os servidores haviam sido comprometidos.
A dimensão real veio à tona em maio: além da PSN, a divisão Sony Online Entertainment também fora violada, comprometendo dados bancários de 24 milhões de usuários. Investigações apontam que credenciais antigas e reaproveitadas deram aos invasores caminho livre até os servidores de música. De lá, foram copiados aproximadamente 50 mil arquivos, entre masters, demos e multitracks de artistas, com destaque para todo o acervo digital de Michael Jackson.
De acordo com reportagem da IGN, a Sony encontrou mensagens associadas ao Anonymous (“We Are Legion”) nos servidores, mas o grupo nega ter executado o roubo de dados.
Por que Michael Jackson virou alvo prioritário
Em 2010, o espólio do cantor firmou contrato de US$ 200-250 milhões com a Sony para explorar o catálogo pelos sete anos seguintes. Lançamentos póstumos, relançamentos de luxo e licenciamento prometiam receita bilionária, colocando o arquivo de Jackson no centro da estratégia da gravadora. Para hackers, esse conteúdo representava alto valor cultural e comercial, além de munição para fãs que questionavam a autenticidade do álbum “Michael” (2010).
O caso ganhou rosto em 2012, quando dois britânicos — James Marks e James McCormick — foram processados por uso indevido das faixas. Eles admitiram ter acessado o material com credenciais de um ex-funcionário.
Imagem: William R
Do servidor aos vazamentos de 2026
Uma década e meia depois, pacotes inéditos continuam aparecendo na rede. Em janeiro de 2026, o misterioso “Korg Nex” divulgou demos restauradas e a aguardada “Changes” completa, reforçando que o estoque de 2011 ainda alimenta o submundo de colecionadores. A presença de stems isolados — pistas de áudio separadas usadas em remixes — indica que não se trata apenas de arquivos finais, mas de cópias diretas do cofre digital.
Apesar de reforçar a segurança, a Sony nunca recuperou todos os materiais. Entre leilões de fitas físicas e furtos de discos rígidos, como o caso de Brad Sundberg em 2023, o acervo disperso prova que, uma vez vazados, dados corporativos ganham vida própria.
A invasão de 2011 virou peça central para entender por que canções inéditas de Michael Jackson continuam surgindo 15 anos depois. Para acompanhar outras histórias que impactam o universo gamer e de tecnologia, visite a página inicial do Games In e fique por dentro das novidades.
Crédito da imagem: Hardware.com.br Fonte: Hardware.com.br


