Attack Surface Management: como provar ROI real
Attack Surface Management costuma encher dashboards com milhares de ativos descobertos, mas a pergunta crucial — “estamos realmente diminuindo incidentes?” — continua sem resposta em muitas empresas. Um estudo recente mostra que contar domínios, IPs e alertas não basta para demonstrar retorno sobre investimento (ROI); é preciso medir redução de risco de forma tangível.
Por que só descobrir ativos não garante segurança
Ferramentas de ASM foram criadas com a lógica simples de que “você não protege o que não conhece”. O problema é que métricas fáceis de levantar — número de ativos ou de mudanças detectadas — medem insumos, não resultados. O efeito colateral é alert fatigue, longas filas de correção e até exposição que se arrasta por meses. Segundo análise publicada pela CNET, equipes gastam tempo catalogando recursos enquanto brechas críticas continuam abertas.
Três métricas que mostram ROI de verdade
Para transformar descoberta em proteção real, especialistas sugerem trocar a contagem de ativos por indicadores de resultado:
- Mean Time to Asset Ownership (MTAO): mede quanto tempo um ativo fica sem responsável. Quanto menor, menor a janela de exposição sem accountability.
- Queda de endpoints sem autenticação: acompanhar se diminui o número de interfaces que alteram estado sem login mostra se a superfície de ataque encolhe onde importa.
- Tempo de descomissionamento pós-perda de dono: ativos abandonados devem sumir rápido; se ficam meses online, o risco só cresce.
Essas métricas alinham segurança ao que a liderança valoriza: velocidade de resposta e redução de janelas de ataque.
Como aplicar na prática
O primeiro passo é dar visibilidade ampla. Se times de engenharia, infraestrutura e security enxergam lacunas de ownership no mesmo painel, resolvem mais rápido — sem criar novos alertas. Alguns fornecedores já oferecem edições gratuitas de suas plataformas para medir MTAO e tempo de exposição ao longo do trimestre.
Imagem: Internet
Em vez de perguntar “quantos ativos temos?”, passe a questionar: “por quantos dias um endpoint crítico ficou sem responsável?” Se esse número cai mês após mês, o ROI fica claro mesmo que o inventário cresça.
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Crédito da imagem: The Hacker News Fonte: The Hacker News


