Bateria de grafeno carrega celular em 12 minutos
Bateria de grafeno é a aposta do Samsung Advanced Institute of Technology para eliminar longas horas na tomada: em testes, o protótipo alcançou carga completa em apenas 12 minutos, cinco vezes mais rápido que as atuais células de íons de lítio.
Como a “pipoca” de grafeno acelera a recarga
Pesquisadores sintetizaram o material em um formato tridimensional apelidado de “pipoca de grafeno”. Esse revestimento cobre os eletrodos e cria um caminho mais eficiente para o fluxo de elétrons, reduzindo a resistência interna da bateria. O resultado prático é:
- Velocidade de carregamento até 5× maior;
- Densidade energética até 45 % acima do padrão;
- Operação estável a 60 °C, minimizando riscos de superaquecimento.
Segundo uma reportagem do The Verge, a alta condutividade térmica do grafeno é o diferencial que permite acelerar a recarga sem comprometer a vida útil.
Impacto em smartphones, wearables e veículos elétricos
Nos celulares, a nova química promete revolucionar a rotina: em vez de deixar o aparelho conectado à noite inteira, bastariam poucos minutos na tomada — o tempo de um café — para sair com 100 % de bateria. Wearables, como relógios inteligentes, também se beneficiariam do formato compacto do material, mantendo autonomia prolongada em gabinetes menores.
Fora do bolso, a indústria automotiva acompanha de perto. A capacidade de repor a carga de um veículo elétrico no tempo de um abastecimento tradicional derruba uma das principais barreiras de adoção: a ansiedade de autonomia. Além disso, a maior estabilidade térmica reduz a necessidade de sistemas de refrigeração complexos em packs de alta capacidade.
Imagem: inteligência artificial
Por que o lítio ficou para trás
As baterias de íons de lítio enfrentam um gargalo físico: quanto mais rápida a recarga, maior o calor gerado e mais acelerada a degradação dos eletrodos. O grafeno, sendo 200 vezes mais condutor que o cobre e extremamente resistente, contorna as duas limitações. Dessa forma, a promessa de 1.500 ciclos completos sem queda perceptível de capacidade torna-se plausível — um salto considerável em durabilidade.
Embora o estudo ainda esteja em fase de laboratório, a Samsung afirma que o processo de fabricação é compatível com as linhas de produção atuais, o que deve acelerar a chegada comercial da tecnologia.
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Crédito da imagem: Olhar Digital Fonte: Olhar Digital


