Battlefield vs Call of Duty: entenda a rivalidade FPS
Battlefield vs Call of Duty define há mais de 20 anos o rumo do tiro em primeira pessoa, alternando recordes de vendas, inovação técnica e a preferência dos jogadores em PC e consoles.
De batalhas históricas a fenômenos de massa
As duas franquias nasceram no início dos anos 2000 com a mesma proposta: retratar a Segunda Guerra Mundial no PC. Em 2002, a Electronic Arts lançou Battlefield 1942, que vendeu 2,47 milhões de cópias mesmo sendo exclusivo de Windows naquele ano. A Activision respondeu em 2003 com Call of Duty, elogiado pelas três campanhas (americana, britânica e soviética) e aclamado pelos gráficos de ponta.
Com expansões e sequências rápidas, ambas migraram para consoles na geração PlayStation 2 e Xbox. Battlefield 2: Modern Combat (2005) abriu caminho para campanhas solo completas, enquanto Call of Duty 2 (2005) estreou já no Xbox 360. Essa base histórica consolidou um público fiel e preparou terreno para a explosão que viria na geração seguinte.
O auge na era PS3/Xbox 360 e além
Entre 2007 e 2015, o gênero FPS girou em torno dessa disputa. Battlefield Bad Company 2 (2009) alcançou 12 milhões de unidades, enquanto Battlefield 3 (2011) vendeu 5 milhões apenas na primeira semana. Já Call of Duty engatou uma sequência anual sem precedentes: de Modern Warfare (2007) a Black Ops 3 (2015), cada título superou a marca de 15 milhões, com Black Ops 3 chegando a impressionantes 43 milhões de cópias.
Especialistas atribuem o sucesso de COD à jogabilidade arcade e ao modelo de lançamentos anuais, enquanto Battlefield se destacou pelo combate em larga escala e pelo uso pioneiro do motor Frostbite. Como nota o IGN internacional, essa rivalidade impulsionou recursos hoje comuns, como servidores dedicados, estatísticas de jogador em tempo real e modos competitivos que mais tarde alimentariam o cenário de e-sports.
Declínio, retomada e o cenário atual
Na transição para PlayStation 4 e Xbox One, as críticas aumentaram. Battlefield 1 (2016) vendeu 15 milhões, mas Battlefield V (2018) e principalmente Battlefield 2042 (2021) sofreram com bugs e servidores vazios. A reação veio com Battlefield 6 (2023), inspirado em BF3/BF4, que já soma 10 milhões de cópias no primeiro mês, 7 milhões delas em apenas três dias.
Imagem: Internet
Call of Duty também teve tropeços — Infinite Warfare e Ghosts são alvos frequentes de reclamações — porém manteve números altos: Modern Warfare (2019) estimado em 41 milhões e Black Ops Cold War ultrapassando 30 milhões. Mesmo com críticas e review bombing, a Activision segue liderando as paradas de vendas semanais na Europa e nos EUA.
No momento, nada indica que Battlefield 6 ameace o domínio comercial de Call of Duty, mas a boa forma recente da DICE devolve competitividade ao gênero e oferece aos jogadores uma alternativa robusta de multiplayer em larga escala.
A rivalidade Battlefield vs Call of Duty continua moldando armas, mapas e modos que jogaremos nos próximos anos. Para acompanhar outras tendências do universo gamer, visite nossa página principal e fique por dentro das novidades.
Crédito da imagem: IGN Brasil Fonte: IGN Brasil


