Bom gosto no marketing: por que vale mais que volume
Bom gosto no marketing de conteúdo tornou-se o grande divisor de águas em uma era em que qualquer pessoa pode gerar textos com IA em segundos, mas quase ninguém consegue produzir algo realmente memorável.
O que é “gosto” e por que ele importa
Segundo o artigo de Si Quan Ong, do Ahrefs, “gosto” é a capacidade de reconhecer, de forma consistente, o que merece ser criado. Não se trata de preferir o obscuro ou rejeitar o popular, mas de justificar, com argumentos claros, por que algo funciona ou falha. Essa habilidade nasce da exposição massiva a conteúdos excelentes, medianos e ruins, criando um sistema interno de comparação que acelera decisões editoriais.
Da teoria à prática: decisões guiadas por bom gosto
Ong lista onde o bom gosto afeta o dia a dia:
- Seleção de temas – escolher assuntos que servem ao público e saber recusar tendências vazias.
- Enquadramento – encontrar ângulos novos ou ter coragem de contrariar o consenso.
- Estrutura – ir além de listas genéricas e criar arquiteturas próprias para cada ideia.
- Referências – citar estudos ou textos pouco explorados, evitando “mais do mesmo”.
- Timming – saber quando falar e quando esperar para agregar valor real.
Essas escolhas, feitas milhares de vezes, formam um “sistema de julgamento” que concorrentes e ferramentas de IA não conseguem copiar. É nesse ponto que, de acordo com Ong, mora a vantagem competitiva sustentável.
Como desenvolver bom gosto
A recomendação é consumir volume e variedade: livros, artigos, vídeos, podcasts, clássicos e tendências. Mas não basta ler passivamente; é preciso analisar por que algo agrada ou irrita. Perguntas como “por que isso funciona?” ou “o que eu faria diferente?” transformam consumo em prática deliberada. O resultado aparece nos sinais de audiência: cliques, compartilhamentos e mensagens diretas dizendo “era exatamente isso que eu precisava”.
Imagem: Si Quan g
Em outras palavras, enquanto muitas marcas usarão IA apenas para reduzir custos, as que investirem em bom gosto produzirão menos, porém com impacto duradouro—estratégia também defendida por especialistas em tecnologia, como mostra este artigo da The Verge.
Desenvolver bom gosto demanda repetição, revisão constante e abertura ao feedback do público. Mas, como conclui Ong, “o novo recurso escasso não é mais produção, e sim discernimento sobre o que deve ser produzido”.
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Crédito da imagem: Ahrefs Fonte: Ahrefs



