COP30: Rascunho reforça meta de zerar emissões até 2050
COP30 divulgou nesta quarta-feira (19) o rascunho da carta final da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, reiterando a urgência de limitar o aquecimento global a 1,5 °C e de alcançar emissões líquidas zero até 2050.
Combustíveis fósseis no alvo
O documento mantém viva a meta do Acordo de Paris, mas exige cronogramas claros para eliminar progressivamente carvão, petróleo e gás. Também propõe trajetórias de redução da produção e do uso de combustíveis fósseis, ressaltando que países historicamente mais poluentes devem assumir metas mais ambiciosas e prover financiamento acessível.
Financiamento climático como pilar
Ampliar o financiamento é prioridade. O rascunho pede reforço imediato ao recém-criado Fundo de Perdas e Danos, destinado a comunidades afetadas por enchentes, secas e outros desastres. Segundo a proposta, regimes atuais de crédito climático são “lentos e burocráticos”; por isso, a COP30 deve garantir acesso direto e simples a recursos que viabilizem adaptação e mitigação.
Além disso, o texto recomenda mecanismos de cooperação internacional para assegurar uma transição justa em regiões dependentes da cadeia fóssil. De acordo com reportagem do G1, especialistas defendem que participação popular e justiça climática são cruciais para a efetividade desses recursos.
Justiça climática e inclusão de povos tradicionais
O rascunho enfatiza que povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais precisam de voz ativa nas decisões da ONU. A consulta livre, prévia e informada é citada como “princípio inegociável”. O texto também sugere ampliar a presença desses grupos em fóruns formais, reconhecendo seu papel na preservação de florestas e biodiversidade.
Imagem: Barna Chambers
Transição energética e comércio internacional
Entre as diretrizes, destaque para a expansão de energias renováveis, redes de transmissão e sistemas descentralizados, sobretudo na Amazônia. O documento ainda propõe alinhar políticas de comércio global ao clima e à biodiversidade, evitando que fluxos comerciais incentivem desmatamento ou violações socioambientais, e abrindo mercado para tecnologias limpas em países em desenvolvimento.
Por fim, Belém (PA) é citada como marco simbólico para “virar a página” do regime climático global, reforçando que a crise só será enfrentada com equidade e participação popular. Para acompanhar outras pautas essenciais e saber como tecnologia, games e sustentabilidade se conectam, visite nossa editoria principal.
Crédito da imagem: Barnaby Chambers/Shutterstock
Fonte: Olhar Digital

