Entusiastas de hardware comprovaram que o DGX Spark, computador compacto da NVIDIA voltado a inteligência artificial, é capaz de executar títulos AAA e emuladores de consoles. Em vídeos no YouTube e publicações no Reddit, o equipamento rodou Cyberpunk 2077 a cerca de 50 quadros por segundo em 1080p e manteve desempenho estável com softwares que simulam PlayStation 3 e o Xbox original.
O teste foi realizado em um MSI Expert Edge, um dos primeiros modelos comerciais baseados no DGX Spark. O sistema traz um SoC ARM de 20 núcleos (dez Cortex-X925 e dez A725), 128 GB de RAM unificada em barramento de 256 bits e largura de banda de 253 GB/s. Todo o conjunto adota a arquitetura Grace Blackwell, mesma base das GPUs de IA mais recentes da empresa.
O computador roda o DGX OS, variação do Ubuntu otimizada para o ecossistema da NVIDIA e já preparada para CUDA X, ComfyUI, Open WebUI e outras ferramentas de aprendizado de máquina. Para habilitar aplicativos x86, o usuário compilou o tradutor Box64 com suporte BOX32 e BOX32_BINFMT. Depois de reiniciar o systemd, o comando box64 steam permitiu instalar e abrir o cliente da Valve normalmente.
Mesmo sem GPU dedicada a jogos, o DGX Spark conseguiu manter média de 50 fps em Cyberpunk 2077. O responsável pelo teste relatou poucas quedas de desempenho e considerou a experiência “totalmente jogável”.
Os experimentos seguiram com o emulador RPCS3, que rodou Skate 3 a 60 fps em 1080p, e com o XMU, dedicado ao primeiro Xbox, alcançando 30 fps constantes em Forza Motorsport. Segundo o usuário, não houve ajustes específicos para o chip ARM, e a compatibilidade foi considerada excelente.
Imagem: Internet
Projetado para cargas profissionais de IA e ciência de dados, o DGX Spark pode ser interligado a outras unidades por meio da interface ConnectX-7 de 200 Gbps, formando redes de processamento distribuído sem a necessidade de switches externos.
Embora a NVIDIA não comercialize o equipamento para o público gamer, a comunidade de desenvolvedores já explora novos usos para o hardware, demonstrando o potencial das arquiteturas ARM em cenários além da inteligência artificial.
Com informações de Adrenaline

