Google Gemini falha expõe dados do Calendário privado
Google Gemini falha de segurança permitia que atacantes driblassem as proteções do Google Calendar e coletassem detalhes de reuniões privadas por meio de convites com código malicioso, segundo pesquisa da Miggo Security.
Como o ataque funcionava
A cadeia de ataque começava com um convite de calendário aparentemente inofensivo. No campo de descrição, o invasor inseria um comando em linguagem natural projetado para interagir com o Gemini – técnica conhecida como prompt injection indireto. Quando o usuário perguntava ao chatbot algo corriqueiro, como “Tenho reuniões na terça?”, a IA era induzida a:
- ler as reuniões do dia solicitado;
- criar um novo evento no Google Calendar;
- copiar ali o resumo completo das reuniões privadas.
Em muitas configurações corporativas, esse novo evento ficava visível para o invasor, que então acessava todo o conteúdo sem qualquer ação adicional da vítima. O pesquisador Liad Eliyahu destaca que “as vulnerabilidades agora vivem na linguagem, no contexto e no comportamento da IA em tempo de execução”. Casos similares, como a falha “Reprompt” no Microsoft Copilot, reforçam o alerta, conforme reportado pelo The Verge.
Impacto e correção
A brecha já foi corrigida pelo Google após divulgação responsável, mas evidencia como recursos nativos de IA ampliam a superfície de ataque. Além do risco de exposição de dados sensíveis, pesquisadores da XM Cyber identificaram recentes caminhos de escalonamento de privilégios no Vertex AI, indicando que identidades de serviço mal configuradas podem virar “agentes duplos”. Boas práticas recomendam:
Imagem: Internet
- auditar permissões de contas de serviço e papéis “Viewer”;
- monitorar eventos suspeitos criados automaticamente;
- testar regularmente LLMs quanto a jailbreaks, alucinações e injeções de prompt.
Falhas semelhantes foram registradas em assistentes como The Librarian, Claude Code e IDEs baseadas em agentes, reforçando que a supervisão humana continua essencial para manter a segurança em ambientes que utilizam IA generativa.
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Crédito da imagem: The Hacker News Fonte: The Hacker News


