Hackers iranianos miram navios: AIS expõe alvos reais
Hackers iranianos estão combinando espionagem digital com ataques físicos, segundo um relatório inédito da equipe de inteligência da Amazon que detalha como grupos ligados ao Irã usam dados de navegação (Automatic Identification System – AIS) e câmeras CCTV para orientar investidas com mísseis.
Imperial Kitten rastreia navios pelo AIS
Entre dezembro de 2021 e janeiro de 2024, o grupo Imperial Kitten (também chamado de Tortoiseshell), associado à Guarda Revolucionária Islâmica, invadiu plataformas AIS de embarcações com o objetivo de mapear rotas e sistemas críticos. De acordo com o relatório, o mesmo navio espionado em 27 de janeiro de 2024 sofreu, poucos dias depois, uma tentativa de ataque com mísseis conduzida por militantes Houthi no Mar Vermelho. Embora o disparo tenha falhado, o caso mostra como a coleta de inteligência cibernética acelera intentos militares reais.
CCTV em Jerusalém e ataques coordenados
Outro caso envolve o grupo MuddyWater, ligado ao Ministério da Inteligência do Irã (MOIS). Em maio de 2025, a equipe montou infraestrutura para acessar, um mês depois, servidores comprometidos com transmissões CCTV ao vivo de Jerusalém. As imagens ajudariam a avaliar danos e ajustar a pontaria de mísseis lançados em 23 de junho de 2025, segundo a Direção Nacional de Cibernética de Israel.
Bordas entre cyber e cinético desaparecem
CJ Moses, CISO da Amazon Integrated Security, afirma que a divisão tradicional entre “ataques virtuais” e “danos físicos” não se sustenta mais. Na avaliação dele, campanhas como as descritas criam um “multiplicador de força” ao integrar reconhecimento digital e ação militar. Especialistas ouvidos pelo The Verge reforçam que infraestruturas críticas de transporte e energia podem virar alvos prioritários dessa estratégia.
Imagem: Internet
Para dificultar a atribuição, os criminosos roteiam o tráfego por VPNs anônimas, tornando rastreamento e resposta mais complexos. A recomendação central do relatório é que operadores marítimos reforcem a segmentação de rede e monitorem acessos incomuns aos sistemas AIS e CCTV.
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Crédito da imagem: The Hacker News Fonte: The Hacker News

