Hideaki Anno defende uso controlado de IA no cinema
Hideaki Anno IA foi o tema central de uma nova entrevista em que o diretor de Evangelion afirmou que a indústria do entretenimento “não tem outra escolha” senão aceitar a inteligência artificial, desde que existam limites claros para proteger direitos autorais.
IA já é inevitável, diz criador de Evangelion
Falando à revista Forbes Japan, Anno comparou a chegada da IA generativa à adoção de CGI (imagens geradas por computador) nos anos 1990. Segundo ele, a tecnologia é “conveniente demais” para ser ignorada e, portanto, profissionais devem se acostumar gradualmente, testando usos em roteiros, storyboards e efeitos visuais.
Ao lado de Takashi Yamazaki, diretor de Godzilla Minus One, Anno citou um exemplo prático: a Toho, dona dos direitos de Godzilla, poderia treinar um modelo de IA apenas com filmes do próprio estúdio para criar novas cenas sem infringir copyright. “Se o material pertence ao estúdio, ninguém pode reclamar”, afirmou.
Direitos autorais continuam no centro do debate
Apesar do otimismo, o diretor reconhece riscos. Para ele, distinguir um roteiro escrito por IA de um texto humano pode se tornar impossível, reforçando a necessidade de regras robustas. “Enquanto existirem direitos autorais, precisamos estabelecer limites claros”, disse.
Imagem: Internet
Yamazaki lembrou que artesãos de maquetes também temeram perder espaço quando o CGI surgiu, mas a evolução veio com tentativa e erro. De forma similar, especialistas em IA terão de “domar” a ferramenta até atingir resultados que convençam público e críticos.
Anno concluiu que a responsabilidade final recai sobre diretores e produtores: cabe a eles decidir quando a IA agrega valor ao projeto ou ameaça a criatividade humana. Para continuar acompanhando análises sobre tecnologia e cultura gamer, visite nossa editoria no Games In.
Crédito da imagem: Forbes Japan Fonte: Forbes Japan



