Hupo aposta em IA para treinar vendas e levanta US$10 mi
Hupo acaba de captar US$ 10 milhões em rodada Série A para escalar sua plataforma de coaching de vendas por inteligência artificial (IA) voltada a bancos, seguradoras e financeiras.
Da saúde mental ao desempenho em vendas
Lançada em 2022 como Ami, focada em bem-estar mental, a startup percebeu que o gargalo de performance nos escritórios era parecido com o dos esportes: resiliência e feedback em tempo real. A virada de chave veio quando o fundador Justin Kim identificou que a IA conseguia analisar ligações ao vivo e oferecer orientação instantânea, algo impossível para gestores acompanharem manualmente.
Segundo Kim, a dor é clara no setor financeiro: regulamentação rígida, ciclos longos de venda e equipes pulverizadas. “Treinamento tradicional não alcança todo mundo”, explica. Com algoritmos treinados em produtos financeiros, objeções comuns e requisitos regulatórios, o software entrega dicas contextualizadas durante a conversa, sem substituir o julgamento humano.
Investidores, clientes e próximos passos
A Série A foi liderada pela DST Global Partners, com Collaborative Fund, Goodwater Capital, January Capital e Strong Ventures. No total, o aporte eleva o funding para US$ 15 milhões desde a fundação. A base de clientes já soma dezenas de nomes na Ásia e Europa, como Prudential, AXA, Manulife, HSBC, Bank of Ireland e Grab.
Mesmo considerado um vertical difícil, o Banking, Financial Services & Insurance (BFSI) dá retorno rápido: contratos costumam crescer 38 vezes nos primeiros seis meses, afirma o CEO. A expansão para os Estados Unidos está prevista para o primeiro semestre, mercado onde modelos de distribuição intensiva reforçam a demanda por treinamento escalável.
Imagem: Getty
Os recursos frescos serão direcionados a novos módulos de coaching em tempo real, implantação em larga escala e contratação de equipe. Em cinco anos, a meta é extrapolar a área comercial e oferecer insights de desempenho a gestores de equipes com dezenas de milhares de pessoas.
De acordo com reportagem do TechCrunch, o histórico do fundador — ex-Bloomberg e ex-Viva Republica — ajuda a aproximar tecnologia e rotina bancária, fator visto pelos investidores como diferencial competitivo.
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Crédito da imagem: TechCrunch Fonte: TechCrunch




