HyperScan: o console da Mattel que fracassou em 2006
HyperScan chegou às lojas em 23 de outubro de 2006 com a promessa de combinar CDs e cartas RFID, mas acabou se tornando um dos maiores fiascos da história dos videogames.
Entrada tardia e hardware ultrapassado
A Mattel retornou ao mercado de consoles duas décadas após o Intellivision justamente quando PlayStation 3 e Wii eram os grandes lançamentos do ano. Vendido por US$ 69,99, o HyperScan trazia um modesto processador Sunplus SPG290, apenas 16 MB de RAM, paleta de 65.536 cores e leitor de CD-ROM com carregamentos que ultrapassavam um minuto. O resultado foram gráficos 2D que lembravam os anos 90 em pleno boom do 3D.
Cartas RFID que não encantaram
O grande diferencial era o leitor de 13,56 MHz capaz de escanear as IntelliCards. Cada cartão desbloqueava personagens, fases ou habilidades extras. Na prática, o processo era lento e frequentemente falhava, exigindo diversas tentativas. Além disso, completar um único jogo podia exigir mais de 50 cartas, elevando o custo total para além de US$ 150 — um valor proibitivo para o público-alvo infantil.
Design frágil e biblioteca mínima
O console balançava em superfícies planas, tinha cabos fixos de baixa qualidade e joysticks frágeis, com analógicos que se soltavam com facilidade. Internamente, parafusos impróprios e peças presas com fita adesiva revelavam montagem apressada. Em toda sua vida, o HyperScan recebeu apenas cinco títulos oficiais: X-Men, Marvel Heroes, Spider-Man, Ben 10 e Interstellar Wrestling League. Outros dois games foram anunciados, mas cancelados antes da estreia.
Vendas pífias e cancelamento precoce
Com catálogo reduzido, desempenho fraco e concorrência feroz, o console encalhou rapidamente. Em liquidações de 2007, unidades completas eram vistas por menos de US$ 10. Estima-se que apenas 20 mil a 30 mil consoles tenham sido vendidos. Nesse mesmo ano, a Mattel encerrou o projeto e abandonou qualquer plano de novos lançamentos.
Imagem: William R
Para quem curte relembrar esses capítulos curiosos do mercado, vale conferir uma análise detalhada publicada pelo Tom’s Hardware, que descreve a enxurrada de problemas técnicos do aparelho.
Histórias como a do HyperScan mostram como design, preço e timing são cruciais no sucesso de um setup gamer. Se você quer conhecer mais curiosidades e dicas do universo dos jogos e da tecnologia, continue navegando pelo Games In.
Crédito da imagem: Hardware.com.br Fonte: Hardware.com.br



