Ítrio dispara 1.500% e ameaça fabricação de chips nos EUA
Ítrio em alta preocupa a indústria: o mineral raro saltou de US$ 8 para US$ 126 por quilo em apenas 12 meses, aumento de 1.500% que pressiona a cadeia de semicondutores norte-americana, dependente de importações chinesas.
Dependência dos EUA e manobras geopolíticas
Mais de 90% do ítrio usado pelos Estados Unidos vem da China. O material é essencial em etapas críticas da produção de chips, como deposição de filmes finos e polimento de wafers – discos de silício onde nascem processadores e GPUs. A escalada de preços começou após Pequim impor regras mais rígidas de exportação em sua disputa comercial com Washington. Mesmo com a trégua assinada em outubro, o fornecimento segue limitado, sustentando a inflação recorde do mineral.
Segundo o Tom’s Hardware, a escassez pode atrasar cronogramas de fábricas recém-anunciadas nos EUA e obrigar empresas a buscar alternativas mais caras ou menos eficientes.
Planos de mitigação e impacto para o consumidor
Para reduzir a dependência, o governo norte-americano pretende direcionar US$ 2 bilhões do CHIPS Act à construção de uma cadeia interna de minerais raros. Austrália e Canadá já negociam ampliar a oferta, mas novas minas levam anos para entrar em operação.
O cenário pressiona todo o mercado de hardware. Com memórias DRAM subindo pela demanda de IA e agora o ítrio em falta, analistas projetam aumento de preço em placas de vídeo, processadores e eletrônicos de consumo a partir de 2026.
Imagem: Internet
Enquanto Washington corre para diversificar fornecedores, a China reforça sua própria independência tecnológica, criando um círculo de incerteza que deve manter o ítrio valorizado no curto prazo.
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Crédito da imagem: Wikimedia Commons Fonte: Adrenaline

