Um estudo internacional encomendado pela plataforma de streaming Deezer revelou que 97% dos participantes não conseguem reconhecer quando uma faixa é produzida integralmente por inteligência artificial. A pesquisa foi conduzida pelo instituto Ipsos com nove mil pessoas em oito países – Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Holanda, Alemanha e Japão.
Teste prático expôs a dificuldade
Os voluntários ouviram três músicas e precisaram identificar qual delas era 100% criada por IA. Apenas 3% acertaram. Entre os entrevistados, 71% disseram ter ficado surpresos com o resultado do teste e 52% relataram desconforto por não distinguir composição humana da artificial.
Exigência por transparência
Oitenta por cento dos respondentes defendem que faixas geradas por IA sejam claramente rotuladas nas plataformas. Além disso, 73% querem ser informados quando o serviço recomendar esse tipo de conteúdo. Metade (52%) acredita que canções produzidas por sistemas digitais não deveriam disputar as paradas principais junto às obras de artistas humanos; apenas 11% apoiam tratamento igualitário.
Impacto percebido sobre criadores
A pesquisa apontou preocupação com direitos autorais e remuneração: 65% rejeitam o uso de material protegido para treinar modelos de IA sem permissão, 70% enxergam ameaça aos ganhos de músicos e compositores e 69% defendem pagamentos menores para músicas geradas por inteligência artificial.
Brasil replica média global e demonstra curiosidade
No recorte brasileiro, 97% também não diferenciaram a faixa criada por IA. O país lidera em interesse pela tecnologia: 76% ouviriam músicas totalmente artificiais por curiosidade, índice mais alto entre as nações avaliadas. Ainda assim, 45% gostariam de filtrar esse conteúdo e 42% afirmam que pulariam a música caso surgisse na playlist.
Imagem: Internet
Entre os brasileiros consultados, 77% querem rotulagem clara para faixas de IA e 76% desejam saber se o streaming está indicando esse material. Quanto aos aspectos éticos, 56% se opõem ao uso de obras protegidas para treinar modelos, 65% veem ameaça à renda dos artistas e 67% consideram antiético utilizar criações sem autorização.
Posicionamento da Deezer
De acordo com o CEO Alexis Lanternier, a Deezer já identifica e sinaliza conteúdos gerados integralmente por inteligência artificial em seu catálogo, medida anunciada como forma de aumentar a transparência e reduzir impactos negativos do crescente volume de músicas artificiais.
Com informações de Mundo Conectado

