Nano-OLED revoluciona pixels com densidade de 100.000 ppi
Nano-OLED é o nome da nova tecnologia criada por pesquisadores da ETH Zurich que miniaturiza diodos emissores de luz para cerca de 100 nanômetros, 50 vezes menores que o padrão atual, alcançando impressionantes 100.000 ppi (pixels por polegada).
Como funciona a fabricação em escala nanométrica
O segredo está em um processo litográfico de etapa única que utiliza membranas de Nitreto de Silício com apenas 30 a 50 nm de espessura. Essas “nanostencils” atuam como máscaras ultrafinas, permitindo padrões inferiores ao comprimento de onda da luz emitida. Diferente de métodos convencionais, o procedimento é resist-free; ou seja, não expõe materiais orgânicos a solventes agressivos, preservando a eficiência luminosa.
Nos experimentos, a equipe produziu matrizes com mais de 1 milhão de nanopixels, mantendo eficiência quântica externa acima de 13%, valor comparável a OLEDs de tamanho normal. A proeza foi publicada na respeitada revista científica Nature Photonics, reforçando a credibilidade dos resultados.
Aplicações: de smart glasses a sensores biomédicos
Com densidade até vinte vezes superior às telas de headsets de realidade estendida (XR) mais avançados — hoje entre 3.000 e 5.000 ppi —, o Nano-OLED desponta como solução ideal para smart glasses, headsets VR/AR e microscópios digitais, onde o olho humano fica a poucos milímetros da tela.
A redução extrema também favorece o sensoriamento óptico. Pixels nanométricos podem capturar variações mínimas de luz emitida por tecidos, células ou neurônios, abrindo caminho para diagnósticos biomédicos de altíssima precisão. Além disso, a proximidade entre emissores permite controlar direção, polarização e difração da luz sem lentes, aproximando displays de antenas phased array — conceito que pode resultar em hologramas mais nítidos e comunicação óptica ultrarrápida.
Imagem: Internet
Desafios antes da produção em massa
Apesar do avanço, dois obstáculos ainda separam o laboratório da linha de montagem: o controle individual de cada nanopixel e a fabricação em escala das máscaras de Nitreto de Silício com tolerâncias tão pequenas. O fato de o método ser compatível com o fluxo de litografia de semicondutores já existente é, porém, um indicativo concreto de viabilidade industrial.
O Nano-OLED sinaliza uma mudança de paradigma, transformando telas e sensores em verdadeiras plataformas de engenharia de luz. Para acompanhar as próximas inovações em hardware e montagem de setup, visite nossa página principal e fique por dentro das novidades.
Crédito da imagem: ETH Zurich Fonte: ETH Zurich

