Odisseia de Christopher Nolan: tradução gera debate
Odisseia de Christopher Nolan volta aos holofotes após o diretor confirmar que consultou a versão em inglês da tradutora Emily Wilson para adaptar o épico de Homero às telonas, decisão que provocou reações intensas nas redes sociais.
Por que Emily Wilson?
Durante a produção, Nolan citou a tradução de Wilson — primeira assinada por uma mulher em mais de 60 anos — conhecida por manter os 12.110 versos originais, mas em pentâmetro iâmbico, um ritmo mais familiar ao público de língua inglesa moderna. O editor-chefe da revista Empire, Nick de Semlyen, revelou a referência em um post (deletado depois), levando parte da internet a concluir que seria a “versão preferida” do cineasta. De Semlyen esclareceu depois que Nolan apenas mencionou o texto ao analisar o protagonista Odisseu.
Reação dos fãs e da academia
Leitores conservadores acusam a tradução de ser “woke”, alegando que ela retrata o herói grego de forma mais cruel e dá maior destaque às personagens femininas. Outros reclamam de uma prosa “simplificada” em comparação às versões clássicas. Já defensores apontam que o método de Wilson busca reproduzir a cadência oral da obra original, como era recitada na Grécia Antiga. Segundo análise do SlashFilm, Nolan optou por um texto acessível para dialogar com um público amplo, sem o inglês arcaico que poderia afastar espectadores ocasionais.
Além da página: figurinos e filmagens
O longa também chama atenção pelos mais de 609 quilômetros de película IMAX utilizados e pela decisão de filmar em uma ilha ligada à lenda de Ulisses. Ainda assim, parte da comunidade critica os figurinos “fora de período histórico”, gerando novo ciclo de discussões sobre fidelidade versus adaptação cinematográfica.
Imagem: Internet
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Crédito da imagem: IGN Fonte: IGN


