A OpenAI estuda ampliar sua atuação para o setor de saúde com um aplicativo direcionado ao público em geral. Entre as opções avaliadas estão um assistente médico pessoal e uma plataforma para reunir dados de usuários, segundo fontes ouvidas pelo Business Insider sob condição de anonimato.
Contratações reforçam movimento
Para estruturar a nova divisão, a companhia contratou Nate Gross, cofundador da healthtech Doximity, que assume a liderança de estratégia em serviços de saúde. Ashley Alexander, ex-Instagram, foi nomeada vice-presidente de produtos de saúde.
Durante a conferência HLTH, em outubro de 2025, Gross afirmou que a base da OpenAI alcança cerca de 800 milhões de usuários ativos por semana, muitos deles recorrendo à inteligência artificial para tirar dúvidas médicas.
Procurada pelo Business Insider, a OpenAI preferiu não comentar os planos.
Busca por novas receitas
A entrada em saúde faz parte de uma estratégia mais ampla de diversificação de produtos, que inclui setores tradicionais como vendas e advocacia. Nos Estados Unidos, a companhia já permite compras dentro do ChatGPT, cobrando comissão das lojas.
A empresa de inteligência artificial também anunciou a intenção de investir US$ 1,4 trilhão em data centers e, atualmente, registra receita recorrente anualizada de cerca de US$ 20 bilhões.
Histórico de grandes techs na saúde
A Reuters lembra que outras gigantes de tecnologia enfrentaram dificuldades semelhantes. O Google encerrou seu serviço de prontuários médicos em 2011; a Microsoft descontinuou o HealthVault em 2019; e a Amazon fechou a linha de monitores Halo em 2023.
Com informações de Tecnoblog

