A OpenAI solicitou ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos, na terça-feira (12/11), a reversão de uma decisão que determina a entrega de 20 milhões de registros anonimizados de conversas do ChatGPT ao The New York Times. A empresa alega que o fornecimento das transcrições fere a privacidade dos usuários.
No pedido, a OpenAI sustenta que 99,99% dos diálogos requisitados não têm relação com o processo de direitos autorais movido pelo jornal. Para a companhia, a ordem afeta “qualquer pessoa no mundo” que tenha utilizado o chatbot nos últimos três anos, já que conteúdos pessoais poderiam ser compartilhados.
Contexto do processo
O New York Times acusa a OpenAI de usar milhões de artigos protegidos por copyright para treinar seus modelos de linguagem. Os advogados do jornal afirmam que a análise dos 20 milhões de logs é necessária para:
- verificar se o ChatGPT reproduz material protegido;
- contrapor a alegação da OpenAI de que jornalistas teriam “hackeado” o sistema para gerar provas.
Um porta-voz do Times nega que a privacidade dos usuários esteja em risco e afirma que o blog da OpenAI sobre o caso omite informações. Segundo ele, a ordem judicial prevê que a própria OpenAI faça a anonimização dos dados, que ficariam sob sigilo.
Decisão e prazos
A ordem de entrega dos diálogos foi assinada pela juíza Ona Wang, que considerou suficientes as medidas de desidentificação exigidas. O prazo final para envio do material termina nesta sexta-feira (14/11).
Imagem: Internet
Além do litígio nos Estados Unidos, a OpenAI responde a um processo semelhante no Brasil, aberto em agosto pela Folha de S.Paulo, que também questiona o uso de conteúdo jornalístico para treinamento de IA.
Com informações de Tecnoblog

