Renda básica universal de US$ 10 mil: ex-OpenAI propõe
Renda básica universal de US$ 10 mil é a cifra defendida por Miles Brundage, ex-pesquisador de políticas da OpenAI, para amparar trabalhadores que podem ser substituídos por algoritmos e robôs. A proposta, publicada no X em 28 de agosto de 2025, eleva drasticamente o patamar de discussões anteriores, que giravam entre US$ 500 e US$ 1.500 mensais.
Proposta rompe limites anteriores
Brundage argumenta que a automação apoiada por inteligência artificial avança em ritmo tão acelerado que apenas um valor “ousado” conseguiria neutralizar o impacto social. Ele afirma que experiências de renda básica universal (RBU) com tickets de US$ 1 mil já não acompanham as mudanças no mercado de trabalho. “Um experimento com US$ 10 mil mensais teria efeitos muito maiores”, escreveu.
Estudos recentes corroboram a preocupação. Segundo relatório citado pela The Verge, a Microsoft estima que dezenas de setores estão suscetíveis a cortes “significativos” à medida que sistemas de IA assumem tarefas repetitivas e até criativas, reduzindo custos para as empresas, mas aumentando o risco de desemprego estrutural.
Pressão sobre governos e reações divergentes
Para o ex-OpenAI, o debate sobre RBU volumosa não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”. Ele acredita que governos serão compelidos a adotar políticas de transferência de renda mais robustas para evitar crises sociais. Na visão de Brundage, as cifras atuais refletem apenas a “viabilidade política” de 2025; porém, dentro de poucos anos, montantes dez vezes maiores se tornarão inevitáveis.
A proposta desperta entusiasmo e ceticismo em igual medida. Defensores veem na quantia elevada uma rede de segurança confiável para milhões que podem perder renda. Críticos questionam a sustentabilidade fiscal: poucas economias suportariam um desembolso dessa magnitude sem drásticos ajustes tributários ou cortes em outras áreas. Há também dúvidas sobre possíveis efeitos inflacionários e desincentivo ao trabalho.
Imagem: William R
Apesar das resistências, Brundage sustenta que postergar o debate apenas tornará a implementação mais conflituosa e cara. Ele convoca legisladores a iniciar estudos de viabilidade para antecipar cenários de automação em massa.
O futuro da renda básica universal de US$ 10 mil permanece incerto, mas a discussão já pressiona políticas públicas e empresas a repensarem o papel do trabalho humano na era da IA. Se você busca acompanhar tendências que podem redefinir o mercado — e seu próximo setup de carreira —, visite nossa página inicial e fique por dentro das últimas análises.
Crédito da imagem: Hardware.com.br Fonte: Hardware.com.br



