Robôs humanoides da China chegam às fábricas em massa
Robôs humanoides começam a ocupar postos de trabalho na província de Guangdong, onde a fabricante UBTECH iniciou a produção em larga escala do modelo Walker S2 para atender contratos que somam 800 milhões de iuanes até 2025.
Walker S2 foi projetado para o chão de fábrica
Com 1,76 metro de altura, 70 quilos e velocidade de 2 km/h, o Walker S2 executa tarefas repetitivas, processos logísticos e operações em linhas de montagem. Ele movimenta braços e pernas em ângulo de 170°, ergue cargas de até 15 kg e se comunica por voz graças a quatro microfones e dois alto-falantes integrados.
Um dos diferenciais do robô é o conjunto de dois compartimentos de bateria. O sistema monitora a autonomia, decide quando recarregar ou trocar a célula de energia e calcula a distância até o ponto de carga, reduzindo paradas não planejadas. Segundo a UBTECH, testes mostram desempenho “humano-like” durante horas contínuas sem supervisão.
Automação intensifica disputa global
A entrega de 500 unidades ainda em 2024 marca, para especialistas, um divisor de águas: sai o protótipo de laboratório e entra o humanoide comercial em escala industrial. O movimento pressiona concorrentes e governos a acelerar projetos semelhantes, seja pela busca de ganhos de produtividade, seja pelo impacto no mercado de trabalho.
Relatos recentes indicam iniciativas paralelas, como o plano de Elon Musk de levantar US$ 1 trilhão para robôs da Tesla. Já estudos citados pelo The Verge apontam que fábricas totalmente autônomas podem surgir antes do final da década, especialmente em setores onde a margem de erro precisa ser mínima.
Imagem: Internet
A popularização de robôs industriais com formato humano redefine a logística interna, reduz custos com horas extras e amplia a operação 24 h por dia. Ao mesmo tempo, provoca debate sobre realocação de mão de obra e necessidade de políticas de capacitação para funções mais complexas.
O avanço chinês evidencia a transição de robôs experimentais para soluções prontas para produção. Conforme mais dados de uso são coletados, a UBTECH planeja atualizações de software que prometem refinamento contínuo dos movimentos e maior integração com sistemas de gestão fabril.
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Crédito da imagem: UBTECH Fonte: UBTECH

