14 de outubro marcou o fim do suporte estendido ao Windows 10 e obrigou empresas a planejar a migração para o Windows 11. Na Alemanha, a troca de parque computacional rendeu um efeito inesperado: um técnico de TI passou a levar para casa sacolas cheias de SSDs retirados de PCs destinados ao descarte.
Requisitos do Windows 11 deixaram máquinas obsoletas
Para rodar o sistema mais recente da Microsoft, computadores precisam, entre outros itens, de Secure Boot e TPM 2.0. Equipamentos sem esses recursos foram considerados inviáveis para atualização. Em ambientes corporativos com centenas de unidades, a alternativa escolhida foi simplesmente aposentar os modelos incompatíveis.
Os desktops ainda funcionavam, mas, por não atenderem às exigências do Windows 11, foram empilhados à espera de descarte. Entre eles havia tanto SSDs M.2 2280 quanto unidades de 2,5 polegadas.
“Garimpo” de hardware
Trabalhando na equipe encarregada da substituição, o técnico decidiu retirar os SSDs antes que os equipamentos fossem encaminhados à reciclagem. As unidades, segundo ele, permanecem em ótimo estado e servem para ampliar servidores domésticos, atualizar notebooks pessoais ou criar soluções de backup.
“Sabemos como contornar as limitações do Windows 11 e usamos isso em algumas estações críticas, mas a maioria dos PCs era velha demais. E onde esses vieram, há muitos mais”, comentou o profissional em uma comunidade online.
Imagem: William R
Repercussão e alertas
O caso viralizou no Reddit. Usuários parabenizaram a iniciativa e sugeriram usos diversos para o material, como montar home servers ou sistemas NAS. Outros lembraram que discos reaproveitados podem conter dados sensíveis, caso não sejam formatados de forma segura antes da doação ou venda.
A história reacende o debate sobre descarte responsável de eletrônicos e a importância de procedimentos corretos de limpeza de dados em componentes que deixam o ambiente corporativo.
Com informações de Hardware.com.br

