Tesla encerra Autopilot e foca em FSD por assinatura
Tesla encerra Autopilot em um movimento estratégico que substitui o pacote básico de assistência à direção por uma versão paga do Full Self-Driving (FSD) oferecida apenas via assinatura mensal. A mudança ocorre a poucos dias da divulgação dos resultados trimestrais e em meio a pressões legais na Califórnia.
Por que o Autopilot foi desativado?
Lançado em 2014, o Autopilot acumulou polêmica devido ao nome que sugeria condução autônoma total. O sistema incluía piloto automático adaptativo e Autosteer, funcionalidades que agora deixam de existir como padrão nas versões de fábrica. Segundo a empresa, a retirada simplifica o portfólio e reforça a transição para o FSD, que passou de taxa única de US$ 8.000 para assinatura mensal, permitindo à Tesla reconhecer receitas recorrentes e se posicionar como companhia de software e IA.
Outra motivação é a decisão judicial que pode suspender por 30 dias as licenças de fabricação e venda da Tesla na Califórnia por suposta propaganda enganosa sobre as capacidades do Autopilot e do próprio FSD. Ao aposentar o nome controverso, a montadora busca apaziguar o Departamento de Veículos Motorizados (DMV) estadual.
Avanço nos testes de robotáxis e contexto do mercado
Paralelamente, a Tesla começou a oferecer corridas de robotáxis em Austin sem operador de segurança ao volante, embora ainda exista um veículo de escolta. O piloto usa uma versão “sem supervisão” do FSD e sinaliza intenção de expansão para outras cidades norte-americanas.
O reposicionamento da Tesla acontece enquanto o setor de condução autônoma passa por escrutínio. A Waymo, por exemplo, foi alvo de investigação do National Transportation Safety Board (NTSB) após seus carros serem flagrados ultrapassando ônibus escolares parados em dois estados. O episódio reforça o debate sobre segurança e regulamentos para veículos sem motorista. Confira análise do tema no The Verge, portal referência em tecnologia automotiva.
Imagem: Getty
A aposta no FSD por assinatura indica que a Tesla vê a receita de software como motor de crescimento, mesmo diante de possíveis sanções regulatórias. Resta saber se a nova estratégia convencerá consumidores e órgãos fiscalizadores.
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Crédito da imagem: TechCrunch Fonte: TechCrunch


