Trabalhadores de TI norte-coreanos: cinco admitem fraude
Trabalhadores de TI norte-coreanos usaram identidades de cidadãos dos EUA para burlar sanções internacionais, segundo o Departamento de Justiça norte-americano (DoJ). Cinco réus — Audricus Phagnasay, Jason Salazar, Alexander Paul Travis, Oleksandr Didenko e Erick Ntekereze Prince — declararam-se culpados por participar do esquema que infiltrou 136 empresas norte-americanas entre 2019 e 2024.
Como o esquema funcionava
Phagnasay, Salazar e Travis admitiram conspirar para fraude eletrônica ao permitir que programadores baseados fora dos EUA usassem seus nomes e laptops corporativos. Os três hospedavam os equipamentos em casa, instalavam software de acesso remoto sem autorização e até se apresentavam em testes antidrogas para enganar os empregadores. Travis, então militar ativo, recebeu pelo menos US$ 51.397; Phagnasay e Salazar lucraram US$ 3.450 e US$ 4.500, respectivamente.
O ucraniano Oleksandr Didenko reconheceu ter roubado identidades de 18 cidadãos norte-americanos e comercializado esses dados por meio do site “Upworksell.com”. Ele manteve até 871 perfis falsos, criou três “fazendas de laptops” em solo americano e movimentou mais de US$ 1,4 milhão antes de ser preso em maio de 2025. Uma dessas fazendas era operada por Christina Marie Chapman, já condenada a 8,5 anos de prisão.
Fechando a lista, Erick Ntekereze Prince confessou liderar a Taggcar Inc., fornecendo trabalhadores “certificados” a mais de 64 companhias. Prince hospedou um laptop em sua residência na Flórida e recebeu mais de US$ 89 mil pelo serviço.
Impacto financeiro e desdobramentos
De acordo com o DoJ, o golpe gerou mais de US$ 2,2 milhões para o regime da Coreia do Norte, que teria usado a renda para financiar seu programa nuclear. Somente o subesquema de Prince movimentou US$ 943.069 em salários desviados.
Imagem: Internet
Em ações paralelas, o FBI confiscou criptomoedas avaliadas em mais de US$ 15 milhões ligadas ao grupo APT38 (BlueNoroff), responsável por ataques que roubaram mais de US$ 382 milhões de exchanges na Estônia, Panamá e Seychelles entre julho e novembro de 2023. O departamento afirmou que a investigação sobre carteiras e mixers virtuais continua.
Para especialistas, o caso demonstra como freelancers remotos podem ser usados para contornar sanções. A cobertura completa sobre a ligação entre cibercrime e criptoativos está disponível em portais de referência como CNET.
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Crédito da imagem: The Hacker News Fonte: The Hacker News

