Trojan bancário Astaroth se espalha via WhatsApp no Brasil
Trojan bancário Astaroth volta a causar estragos: pesquisadores da Acronis identificaram uma nova campanha que usa o WhatsApp para distribuir o malware e atingir usuários brasileiros, automatizando o envio de arquivos maliciosos para todos os contatos da vítima.
Como o ataque se propaga
Batizada de Boto Cor-de-Rosa, a ofensiva começa com um arquivo ZIP enviado por mensagem no WhatsApp. Assim que o usuário extrai o conteúdo e executa um script em Visual Basic disfarçado de documento inofensivo, o instalador baixa dois módulos:
- Módulo de propagação (Python) – coleta a lista de contatos da vítima no WhatsApp e reenvia o mesmo ZIP infectado, funcionando como um “verme” digital.
- Módulo bancário (Delphi) – opera em segundo plano, monitorando a navegação e ativando-se quando detecta URLs de bancos. Nesse momento, captura credenciais e tenta realizar transações não autorizadas.
O código também registra, em tempo real, quantas mensagens foram entregues, falhas e a taxa de envio em “mensagens por minuto”, refinando a eficiência do golpe.
Por que o Brasil é o principal alvo
Segundo o relatório, mais de 95% dos dispositivos afetados estão no Brasil. A popularidade do WhatsApp – instalado em praticamente todo smartphone no país – torna o aplicativo um vetor ideal. Outras campanhas recentes, como STAC3150 e Water Saci, já haviam explorado a mesma estratégia para espalhar malwares Maverick e Casbaneiro.
O Astaroth, também conhecido como Guildma, circula desde 2015 na América Latina. A diferença agora é o uso de componentes modulares em múltiplas linguagens (Delphi, Visual Basic e Python), mostrando a evolução das técnicas de engenharia social e automação.
Imagem: Internet
Como se proteger
Para não virar mais uma vítima, especialistas recomendam:
- Desconfiar de qualquer arquivo ZIP recebido, mesmo que venha de um contato conhecido.
- Manter o sistema operacional, antivírus e o WhatsApp atualizados.
- Ativar autenticação em dois fatores em aplicativos bancários.
- Monitorar extratos regularmente e reportar transações suspeitas de imediato.
Mais detalhes técnicos estão disponíveis no relatório do The Hacker News, que confirma a sofisticação crescente das campanhas de phishing focadas em usuários brasileiros.
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Crédito da imagem: The Hacker News Fonte: The Hacker News



