A Valve oficializou na última quarta-feira (12) a nova geração da Steam Machine, projeto que retorna dez anos após a primeira tentativa. Diferente da proposta original, o novo equipamento chega com especificações controladas pela própria Valve e traz o SteamOS como sistema operacional nativo.
Dispositivo único, mas formato aberto a parceiros
Em entrevista à revista PC Gamer, o engenheiro Yazan Aldehayyat afirmou que, apesar de a empresa ter anunciado apenas um modelo, a expectativa é de que o design sirva de referência para outros fabricantes de desktops que queiram adotar o SteamOS. “Estamos muito animados para ver o que terceiros vão fazer ao trazer o SteamOS para outros formatos e iterações”, disse.
Na primeira geração, lançada em 2013, diferentes marcas produziram máquinas com hardware variado e sistema baseado no Windows. Agora, a Valve controla tanto o software quanto os componentes principais, numa abordagem mais fechada.
Aprendizado com o Steam Deck
Aldehayyat explicou que o conceito atual foi influenciado pelo sucesso do Steam Deck. O portátil demonstrou que o SteamOS combinado à camada de compatibilidade Proton pode oferecer acesso prático a jogos desenvolvidos para Windows, experiência que a companhia quer replicar em um PC de mesa compacto.
Questões de drivers podem limitar terceiros
Embora incentive outras empresas a entrarem no projeto, a Valve reconhece que a adoção não será simples. O novo equipamento utiliza uma solução de drivers proprietária desenvolvida em parceria com a AMD, fator que pode exigir engenharia adicional de interessados em criar suas próprias versões.
Imagem: Internet
PC completo e personalizável
Ao contrário do Steam Deck, a Steam Machine é apresentada como um computador pleno, permitindo que usuários montem configurações personalizadas. A Valve destaca que isso abre caminho para que o SteamOS, baseado em Linux, ganhe espaço frente ao Windows no mercado de jogos para PC.
Com informações de Adrenaline

