Computação quântica pode estourar bolha da IA, diz ex-Intel
Computação quântica é o fator que pode “furar” a atual bolha da inteligência artificial, segundo Pat Gelsinger, ex-CEO da Intel. Em entrevista ao Financial Times, o executivo afirmou que avanços quânticos de larga escala podem chegar em apenas dois anos, desbancando a dependência de GPUs tradicionais usadas para treinar modelos de IA.
Dois anos para a virada, segundo Gelsinger
Enquanto nomes de peso, como Jensen Huang (NVIDIA), projetam até duas décadas para a maturidade quântica, Gelsinger aposta em um prazo bem mais curto. Ele descreve uma “trindade” de processamento — sistemas clássicos, IA e arquiteturas quânticas — que definirá o futuro do setor. Se os qubits alcançarem aplicações práticas em 24 meses, a indústria de hardware verá um reposicionamento drástico antes de 2030.
O ex-CEO compara o cenário atual à estratégia da Microsoft nos anos 1990: a OpenAI seria hoje a “porta de entrada”, enquanto a Microsoft controla infraestrutura e escala. Para Gelsinger, a chegada de computadores quânticos de uso comercial quebraria essa lógica, redistribuindo poder entre fabricantes de chips e provedores de nuvem.
Impacto para GPUs e ecossistema de IA
Hoje, placas de vídeo de alta performance dominam centros de dados de IA, mas Gelsinger prevê que essa hegemonia pode ruir rapidamente. Se máquinas quânticas resolverem problemas que exigem bilhões de parâmetros com menor consumo energético, GPUs podem se tornar obsoletas — ou, pelo menos, perder espaço para novos aceleradores.
Essa visão contrasta com o discurso da própria NVIDIA, que sustenta ter vantagem em desempenho e flexibilidade sobre outras soluções. Ainda assim, o debate evidencia que o mercado de hardware vive um momento de incerteza: custos de treinamento crescentes, limites energéticos e pressão por inovação abrem caminho para rupturas tecnológicas.
Imagem: Internet
Gelsinger também revelou que encontrou a Intel em “desorganização profunda” ao reassumir o comando em 2021: atrasos de cinco anos em lançamentos e perda de processos básicos de engenharia. Fora da empresa, ele agora investe em deep tech e mantém a convicção de que a computação quântica será o ponto de inflexão para toda a cadeia de IA.
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Crédito da imagem: Adrenaline Fonte: Adrenaline

