A Blue Origin conseguiu pousar o primeiro estágio do foguete New Glenn em uma balsa no Oceano Atlântico na quinta-feira (13), na segunda tentativa da empresa de Jeff Bezos. Com isso, a companhia torna-se a segunda do mundo a recuperar um propulsor orbital, feito alcançado anteriormente apenas pela SpaceX.
O lançamento ocorreu às 15h55 (horário da Costa Leste dos EUA) a partir do Complexo de Lançamento 36, em Cabo Canaveral, Flórida. Cerca de quatro minutos após a decolagem, o estágio superior se separou e seguiu em direção ao espaço, enquanto o propulsor — de 58 metros de altura — iniciou a manobra de retorno. Aproximadamente dez minutos depois, o estágio retornou e pousou na plataforma flutuante.
Primeira carga comercial
Trinta e quatro minutos após a partida, o estágio superior liberou a primeira carga comercial do New Glenn: duas espaçonaves da NASA que viajarão a Marte para analisar a atmosfera do planeta vermelho.
Retrospecto e ajustes
O voo foi apenas o segundo do New Glenn. Na estreia, em janeiro, a Blue Origin tentou recuperar o propulsor, mas ele explodiu antes de tocar a balsa. Após a falha, a companhia trabalhou com a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA para implementar correções no veículo e, desde então, enfrentou uma série de adiamentos causados por clima e tempestades solares.
Impacto no mercado de lançamentos
A recuperação do estágio é considerada fundamental para reduzir custos por meio da reutilização, prática já dominada pela rival SpaceX. Em publicação na rede X, a presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, reagiu ao feito com um breve “Magnificent!”.
Imagem: Internet
A Blue Origin ainda precisará demonstrar a capacidade de recondicionar e relançar o mesmo propulsor. A empresa trabalha em um módulo lunar e pretende oferecer o New Glenn para missões comerciais e governamentais, inclusive as relacionadas ao retorno dos EUA à Lua.
Para o presidente-executivo da Blue Origin, Dave Limp, o sucesso desta quinta-feira é um passo essencial para provar todas as capacidades do foguete e atender às metas da NASA.
Com informações de TechCrunch

