IA na segurança industrial: Interface detecta 10 mil erros
IA na segurança industrial ganha reforço com a Interface, startup que auditou 10,8 mil procedimentos em apenas 75 dias e promete evitar acidentes caros e fatais.
Fundador caribenho dribla crise e chega ao Vale
Thomas Lee Young, 24 anos, nasceu em Trinidad e Tobago, é descendente de chineses e cresceu perto de plataformas de petróleo. Após ver seu sonho de estudar na Caltech naufragar por causa da COVID-19, cursou engenharia mecânica na Universidade de Bristol e trabalhou na Jaguar Land Rover. Lá percebeu que documentos de segurança industrial costumam ser manuais, desatualizados e cheios de falhas. Rejeitado quando tentou criar uma solução interna, entrou na incubadora europeia Entrepreneur First, conheceu o indiano-belga Aaryan Mehta — hoje CTO — e largou tudo para fundar a Interface em São Francisco.
Algoritmo encontra falhas que custariam milhões
A plataforma usa modelos de linguagem de larga escala para comparar checklists, desenhos técnicos e normas regulatórias. Em três unidades de uma gigante canadense de energia, ela apontou 10.800 erros em dois meses e meio. Manualmente, a tarefa levaria até três anos e custaria mais de US$ 35 milhões, segundo a empresa. O contrato anual vale US$ 2,5 milhões, usando cobrança por usuário mais excedente de dados. Novos clientes em Houston, Guiana e Brasil chegam ainda em 2026.
Mercado amplo e “arma secreta” da juventude
Nos EUA existem cerca de 27 mil prestadores de serviço em óleo e gás, primeiro alvo da Interface. Jovem para os padrões do setor, Young enfrenta desconfiança inicial, mas conquista executivos ao demonstrar domínio dos processos de chão de fábrica e o retorno financeiro da IA. A empresa já recebeu US$ 3,5 milhões em seed money liderados pela Defy.vc, com participação da Precursor e Rockyard Ventures.
Imagem: Internet
Contratações aceleradas e experiência fora do comum
Com oito funcionários — cinco presenciais e três remotos —, o desafio agora é contratar engenheiros nos EUA e na Europa. Visitas a plataformas de petróleo tornam-se um diferencial de recrutamento: menos de 1% das startups do Vale do Silício atuam em indústria pesada, lembra Young. Ele mantém um capacete na mesa para lembrar que o trabalho real acontece fora do escritório.
Para mais detalhes sobre a trajetória da empresa, confira a cobertura original da TechCrunch. E, se você curte conteúdos que unem tecnologia de ponta e aplicações práticas, continue navegando em nossa editoria de inovação.
Crédito da imagem: TechCrunch Fonte: TechCrunch

