JPMorgan recusa pagar R$142 mi em honorários de Javice
JPMorgan entrou com novo recurso para não arcar com os R$ 142 milhões em honorários advocatícios de Charlie Javice e Olivier Amar, respectivamente fundadora e ex-diretor de marketing da fintech Frank, adquirida pelo banco em 2021.
Entenda a origem da disputa
O caso começou quando o JPMorgan pagou US$ 175 milhões pela Frank, plataforma de auxílio a estudantes na busca por financiamento universitário. Pouco depois, o banco acusou Javice e Amar de inflar o número de clientes para elevar o valor da venda. Em 2025, ambos foram considerados culpados por fraude; Javice recebeu pena de sete anos de prisão.
Mesmo assim, uma decisão judicial obrigou o banco a custear a defesa da dupla, o que gerou faturas que somam US$ 27,6 milhões — aproximadamente R$ 142 milhões na cotação atual. Segundo documento apresentado pela instituição, os advogados teriam cobrado por “upgrades” em hotéis de luxo, 24 horas de trabalho em um único dia e até cellulite butter, um hidratante corporal.
Argumentos de cada lado
Para o advogado do JPMorgan, Michael Pittinger, “nunca houve um caso com abusos tão extremos” na cobrança de despesas legais. A defesa sustenta que tais gastos violam as políticas internas e, portanto, não deveriam ser reembolsados.
Já um porta-voz de Charlie Javice afirmou ao The Wall Street Journal que ela seguiu todas as regras do banco: “Como funcionária, ela comprou sorvete e outros itens de acordo com o código de conduta do JPMorgan e nunca pediu reembolso por despesas não permitidas”.
Imagem: Getty
Agora, o banco tenta anular a decisão anterior e livrar-se da conta milionária, afastando-se ainda mais de uma aquisição que se transformou em dor de cabeça financeira e reputacional.
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Crédito da imagem: Yuki Iwamura/Bloomberg / Getty Images
Fonte: TechCrunch

